Gabriel
Faz uma semana desde que Isabella voltou. Lyra e Gael nasceram, e meus irmãos estão completamente babões por eles. Também faz uma semana que me senti o homem mais feliz… e mais infeliz ao mesmo tempo.
Minha loba está grávida, algo que não planejamos. Nos perdemos um no outro uma única vez, e foi o suficiente para gerar um lobinho em seu ventre. Mas também descobri que estou amaldiçoado, e que assim que nosso filho nascer, Selene virá me buscar.
Lexa tem andado dispersa desde a nossa conversa com a Deusa. Se recusa a sair do quarto, só quer estar nos meus braços. Preciso praticamente obrigá-la a comer. Não que eu esteja reclamando, por mim, ficaríamos assim para sempre. Mas sei que tudo isso é apenas um escape. Todos estão preocupados, inclusive Logan e Ajax, mas pedi que dessem um tempo a ela. Era muita coisa para digerir de uma única vez.
— Você estava me encarando?
Sorri diante da pergunta.
— Não. — Dei um beijo em seus lábios.
— Estava te admirando enquanto dormia.
Lexa alcançou minha boca e me deu um daqueles beijos que mexem com a minha alma. Nunca é igual ao anterior. Pelo contrário, cada beijo dela é único, e sempre melhor.
— Quer conversar sobre o que está passando nessa sua cabecinha?
Acariciei seus cabelos.
— Você sabe o que é. Você nunca sai dela. — respondeu.
Ri da sua afirmação. Era verdade. Por mais que tentasse evitar, nosso vínculo era tão forte que, mesmo sem querer, os pensamentos dela me atingiam.
— Você sabe que não precisa se preocupar.
Lexa se sentou na cama e me encarou.
— Como assim, Gabriel? A Deusa transformou o momento mais feliz da minha vida... na minha maior tristeza.
— Querida, do que você está falando?
Eu já sabia. Já tinha visto. Mas ela precisava colocar aquilo para fora.
— Sei que é errado o que vou dizer, mas… eu não queria estar grávida. Eu passaria a vida sem esse prazer, se soubesse que isso te levaria de mim.
As lágrimas começaram a escorrer de seu rosto. Ela saiu da cama e se afastou de mim. Um nó se formou na minha garganta, mas eu não podia fraquejar. Não agora.
Me levantei e fui até ela, a abracei pela cintura, mas ela desviou o rosto. Com aquele seu jeitinho de sempre, uma menina no corpo de mulher. Levei meus lábios até seu pescoço e comecei a beijá-la por onde passava. Fui descendo em direção ao seu colo e subi as mãos por baixo de sua camisola. Senti quando começou a ceder. Passou os braços pelo meu pescoço e arqueou levemente o corpo. O cheiro da sua excitação me atingiu, ela me queria. E eu ia dar a ela o quer.
Minha boca encontrou a dela. Levei as mãos até sua bunda e, num impulso, a ergui em meu colo. Lexa envolveu as pernas ao meu redor, e caminhei com ela até nossa cama.
— Eu te amo muito… — murmurou entre os beijos.
Intensifiquei o beijo e a deitei na cama. Tirei minha calça rapidamente e rasguei sua camisola.
— Gabriel! — me repreendeu.
Encontrei sua boca de novo.
— Você não pode rasgar minhas camisolas toda vez — disse com a boca colada à minha.
Puxei seu lábio com os dentes, fazendo-a gemer.
— Compro quantas você quiser.

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