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Filha da Lua: Entre Lobos e Alfas romance Capítulo 49

Logan

Deixei Apolo descontar sua fúria em mim. Eu o entendia, também me sentia culpado. Se tivesse dito “sim” quando Isabella perguntou se poderia me acompanhar, não estaríamos aqui agora.

Ajax me ajudava com os ferimentos enquanto Gabriel permanecia à minha frente, como um guarda. Apesar de nossas diferenças no início, agora compartilhávamos algo importante: o desejo de proteger Isabella a qualquer custo.

Quando a porta se abriu e a enfermeira disse meu nome, levantei-me imediatamente. Mas o receio do que estava por vir me corroía por dentro.

— O senhor é o companheiro? — ela perguntou.

Assenti, embora meu coração estivesse acelerado. Nesse momento, Apolo avançou, sua fúria visível em cada movimento.

— Eu sou o pai dela! Se tiver que dizer alguma coisa, que seja para mim. — Sua voz era um rugido, e a enfermeira ficou atônita ao sentir a aura alfa que ele deixava escapar.

— Apolo, respeitei sua fúria até agora. Mas você não vai me impedir de ver minha companheira. — Minha própria aura se expandiu em resposta. Orion, meu lobo, estava pronto, determinado a não permitir que ninguém nos afastasse de Isabella.

— Tudo isso é culpa sua! Desde que você cruzou o caminho dela, a vida de Isabella...

— Alfas! — A voz da enfermeira cortou o ar como uma lâmina. — Gostaria de lembrá-los que estamos em um hospital, e aqui, a última palavra não é de vocês. — Ela estufou o peito, desafiadora.

— Apolo, pense em Isabella — Angel disse, sua voz suplicante.

Ele se virou para sua Luna, os olhos queimando de raiva misturada à dor.

— Sinto muito, Angel. Estou pensando no bem dela.

Apolo voltou-se para mim, seus punhos cerrados, prestes a me atingir novamente. Mas antes que pudesse, Ajax interveio, bloqueando-o.

— Você não vai impedi-lo. — O rosnado de Ajax foi uma ameaça clara.

Gabriel e Liam se posicionaram ao meu lado, criando uma barreira. Tobias e Jake se colocaram ao lado de Apolo, todos com seus lobos à espreita. O ar ficou tenso, pronto para explodir em uma carnificina no instante em que o primeiro avançasse.

De repente, um vento forte percorreu o corredor, dissipando momentaneamente a tensão. O ar ficou pesado, carregado de um aroma de jasmim misturado com algo que não consegui identificar.

— CHEGA! — A voz de Angel ressoou com poder, fazendo todos pararem.

Apolo olhou para ela, confuso.

— Respeitem minha filha! — Angel manteve o olhar fixo nele, sua autoridade inquestionável. — Logan vai entrar para ajudar Isabella. E quando ela sair de lá viva e bem, conversaremos.

Olhei para Angel, agradecido. Apolo, perplexo, abaixou a cabeça, colocando as mãos na cintura, como se tentasse absorver as palavras dela.

A enfermeira pigarreou, chamando minha atenção.

— Senhor Logan, por favor, me acompanhe. Isabella está chamando por você, e o vínculo ajuda na recuperação.

Assenti e segui a mulher. Antes de sair, voltei-me para Apolo.

— Errei ao não levá-la comigo, mas lembre-se de que você concordou quando o fiz.

Não esperei resposta. Isabella precisava de mim.

Os corredores do hospital eram escuros, iluminados apenas pelas luzes fracas dos aparelhos. O som do vento nas janelas e o cheiro de antisséptico misturado ao aroma distante de jasmim preenchiam o ambiente.

A enfermeira parou diante de uma porta.

— Você precisa se trocar. Há uma ducha e roupas aí dentro.

Olhei para ela, confuso.

— Isabella está na Unidade de Terapia Intensiva. Não podemos correr riscos de infecções.

Entendi a gravidade e entrei no vestiário. Tomei um banho rápido, cuidando para higienizar cada parte do meu corpo. As dores pelos golpes de Apolo ainda me incomodavam, mas Orion estava tão abatido quanto eu para ajudar na cura. Ele ansiava por nossa companheira, e sua tristeza era como um peso no meu peito.

Voltei ao encontro da enfermeira, já vestido com as roupas esterilizadas.

— O médico lhe dará mais detalhes lá dentro.

Assenti e entrei. Um vento frio atravessou o quarto, trazendo o aroma doce e reconfortante que eu conhecia tão bem. Ela estava ali.

Quando a vi na cama, minhas pernas vacilaram, mas me forcei a caminhar até ela. Isabella estava pálida, com um curativo na cabeça, conectada a vários aparelhos e recebendo medicamentos por sondas. Mesmo assim, ela continuava linda, uma verdadeira deusa.

Aproximei-me e depositei um beijo suave em seus lábios, demorando-me ali. Precisava sentir que ela ainda era minha, que ainda estava comigo. Sua pele estava fria, mas era um alívio tê-la ao meu alcance.

Puxei uma cadeira, sentei-me ao seu lado e passei os dedos gentilmente por seu rosto.

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