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Filha da Lua: Entre Lobos e Alfas romance Capítulo 55

Apolo

Minha cabeça estava um turbilhão pela discussão com Angel, mas quando Isabella me chamou dizendo algo sobre Ravena, toda a ira que havia dentro de mim e de Linus se expandiu como um incêndio descontrolado. Troquei de roupa rapidamente, conectando-me a Tobias. Dessa vez, essa mulher não ia me pegar desprevenido.

Assim que desci as escadas, meus olhos pousaram em Ravena, sua beta e Isabella na sala. Tobias já estava ali, atento.

— Onde está Angel? — perguntei, com o tom carregado de preocupação.

— Aqui. — Ouvi sua voz antes de vê-la, descendo as escadas com a graça de uma deusa. Ela era deslumbrante, até mesmo vestindo jeans e camiseta. Seus cabelos soltos caíam em cascata, escondendo as marcas do momento que tínhamos compartilhado minutos atrás.

— Bem, agora que minha Luna chegou. Fale! — Direcionei-me a Ravena, mas meus olhos desviaram para Angel. Vi seu corpo enrijecer ao ouvir como a chamei: minha Luna. Foi um movimento ousado, eu sabia, mas não podia mais recuar. Dessa vez, ela seria minha, custe o que custasse.

— Ravena me convenceu a deixá-la me treinar. Vai me ensinar a controlar o temperamento de Ártemis. — Isabella disse, determinada.

— Não. — Minha resposta foi afiada como uma lâmina.

— Como assim não? — Ravena olhou para mim, a fúria queimando em seus olhos como chamas azuis.

— Não se aprende no Reino o significado da palavra "não"? — respondi, minha ironia um escudo contra sua hostilidade.

Ela se levantou, um rosnado baixo escapando de sua garganta. Eu me recostei na poltrona, cruzando os braços enquanto a encarava. Os olhos dela, tão parecidos com os de Isabella, fixaram-se nos meus, tentando me intimidar.

— Algum problema com sua poltrona, Rainha? — perguntei, um sorriso brincando em meus lábios.

— Essa não é uma decisão sua. — Sua voz cortante ecoou pela sala.

— Se não fosse minha, você não teria vindo até mim. — Minhas palavras eram afiadas como navalhas. Eu sentia a energia ao meu redor se agitar: preocupação, raiva, curiosidade, tudo misturado no ar denso da sala.

— ELA É MINHA FILHA! — Sua voz misturava-se com a de sua Lynca, um rugido que reverberava pelas paredes. Linus rosnou dentro de mim, nosso sangue fervendo. Levantei-me, colocando-me cara a cara com ela, tão perto que nossas respirações se misturavam.

— Sua filha? Se bem me lembro, você a abandonou. E por sua culpa, Mason e Max estão mortos. — As palavras saíram como punhais. Vi um lampejo de tristeza em seus olhos, mas não me importava. Ela não chegaria mais perto de Isabella.

Senti Angel e Isabella se aproximarem, a tensão crescendo como uma tempestade prestes a explodir.

— Pai, entenda, por favor. Eu realmente preciso de ajuda. — Isabella falou, sua voz suplicante. O que vi em seus olhos mexeu comigo. Era medo. Linus murmurou em minha mente, confirmando. Minha menina estava com medo de verdade.

— Querida, o que realmente está acontecendo? — A voz doce de Angel quebrou meus pensamentos. Ela tocou a mão de Isabella, levantando delicadamente seu queixo para olhá-la nos olhos.

— Nem eu mesma sei. Só não consigo controlá-la. — Sua voz era quase um sussurro. Angel apertou suas mãos com delicadeza, transmitindo calma.

— Está tudo bem, amor. É isso que você realmente quer? — Bella assentiu, e Angel sorriu antes de se voltar para mim.

— Permita, Apolo. Ela está angustiada, posso sentir. — Sua voz soou em minha mente, suave, mas firme. Ela raramente usava nossa conexão mental, e isso me causou um arrepio.

Todos ao redor perceberam o que estava acontecendo. Virei-me para Ravena.

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