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Flores Que Florescem Na Lama romance Capítulo 948

— Esta é a nossa casa, claro que somos nós. Quem é você? Como entrou aqui? Se não for embora, eu chamo a polícia!

Adler, no entanto, entrou a passos largos.

Inspecionou cada cômodo minuciosamente, procurou por toda parte e, ao confirmar que não havia ninguém escondido, o coração apertado finalmente relaxou.

Adriana não o havia traído.

Então, onde ela estava?

Ele pegou o celular e ligou para Adriana.

O toque do celular, porém, soou do lado de fora.

Ele ergueu os olhos e viu Adriana parada na porta, com uma expressão de total indiferença.

— Adriana.

Ele se aproximou passo a passo e, quando estava prestes a segurar a mão dela, ela se esquivou.

— O que você está fazendo aqui?

Adler ficou em silêncio.

— Eu entendi, você estava me seguindo? — zombou Adriana.

— Não, eu estava preocupado com você — disse ele, massageando as têmporas.

— Preocupado a ponto de me seguir. Adler, você é realmente incrível.

— Você não conhece esse círculo, eu tinha medo de que te levassem para o mau caminho — tentou acalmá-la Adler, com paciência, sabendo que ela estava brava.

— Hum, e você ainda sabia onde eu tinha ido.

Adler ficou sem palavras no mesmo instante.

Mas, lembrando-se de algo, perguntou imediatamente:

— E aquele homem que estava com você...

— Irmã, quem é ele?

O chamado atraiu a atenção de ambos.

Percival aproximou-se com um casaco sobre os ombros, o rosto ainda transparecendo a irritação por ter sido interrompido.

— Quem é esse cara que entra invadindo sem mais nem menos? Assustou o Cássio.

— Seu cunhado.

— Cunhado? — exclamou Percival, com uma expressão de surpresa.

Adler seguiu Adriana até o apartamento em frente.

Após fechar a porta, Adriana virou-se, serviu-lhe um copo de água com gelo e o entregou.

— Beba, para esfriar a cabeça. Deve ter vindo morrendo de raiva no caminho, não é?

— Adriana, me desculpe. Desta vez o erro foi meu, eu não imaginava que o seu irmão... — disse Adler, engolindo o orgulho e se aproximando, ciente do sarcasmo.

— Trabalhava lá?

Adler ficou em silêncio.

— Foi escolha dele. O namoradinho dele trabalha lá e ele foi atrás. Ele só oferece companhia, não o corpo, não pense em coisas tão sujas.

Adler não era tão fácil de convencer, afinal, aquele irmão havia aparecido de forma muito repentina.

No entanto, a imagem dos dois homens rolando juntos ainda estava tão viva em sua mente que era difícil suspeitar de algo.

— Se eu realmente quisesse procurar um homem, não teria um gosto tão ruim. O que você acha que eu sou?

Adler admitiu seu erro completamente, pedindo desculpas sem parar, e levou um bom tempo até conseguir apaziguar a situação.

— Comprei esses dois apartamentos para ele. Trouxe os dois aqui hoje para dar uma olhada e não imaginava que eles fossem tão apegados, cof, cof... E você também, por que foi invadir daquele jeito?

— Eu sei, vou tomar mais cuidado de agora em diante — respondeu Adler com a voz suave, tendo todas as suas dúvidas dissipadas pelo olhar de repreensão fingida de Adriana.

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