— Esta é a nossa casa, claro que somos nós. Quem é você? Como entrou aqui? Se não for embora, eu chamo a polícia!
Adler, no entanto, entrou a passos largos.
Inspecionou cada cômodo minuciosamente, procurou por toda parte e, ao confirmar que não havia ninguém escondido, o coração apertado finalmente relaxou.
Adriana não o havia traído.
Então, onde ela estava?
Ele pegou o celular e ligou para Adriana.
O toque do celular, porém, soou do lado de fora.
Ele ergueu os olhos e viu Adriana parada na porta, com uma expressão de total indiferença.
— Adriana.
Ele se aproximou passo a passo e, quando estava prestes a segurar a mão dela, ela se esquivou.
— O que você está fazendo aqui?
Adler ficou em silêncio.
— Eu entendi, você estava me seguindo? — zombou Adriana.
— Não, eu estava preocupado com você — disse ele, massageando as têmporas.
— Preocupado a ponto de me seguir. Adler, você é realmente incrível.
— Você não conhece esse círculo, eu tinha medo de que te levassem para o mau caminho — tentou acalmá-la Adler, com paciência, sabendo que ela estava brava.
— Hum, e você ainda sabia onde eu tinha ido.
Adler ficou sem palavras no mesmo instante.
Mas, lembrando-se de algo, perguntou imediatamente:
— E aquele homem que estava com você...
— Irmã, quem é ele?
O chamado atraiu a atenção de ambos.
Percival aproximou-se com um casaco sobre os ombros, o rosto ainda transparecendo a irritação por ter sido interrompido.
— Quem é esse cara que entra invadindo sem mais nem menos? Assustou o Cássio.
— Seu cunhado.
— Cunhado? — exclamou Percival, com uma expressão de surpresa.
Adler seguiu Adriana até o apartamento em frente.
Após fechar a porta, Adriana virou-se, serviu-lhe um copo de água com gelo e o entregou.
— Beba, para esfriar a cabeça. Deve ter vindo morrendo de raiva no caminho, não é?
— Adriana, me desculpe. Desta vez o erro foi meu, eu não imaginava que o seu irmão... — disse Adler, engolindo o orgulho e se aproximando, ciente do sarcasmo.
— Trabalhava lá?
Adler ficou em silêncio.
— Foi escolha dele. O namoradinho dele trabalha lá e ele foi atrás. Ele só oferece companhia, não o corpo, não pense em coisas tão sujas.
Adler não era tão fácil de convencer, afinal, aquele irmão havia aparecido de forma muito repentina.
No entanto, a imagem dos dois homens rolando juntos ainda estava tão viva em sua mente que era difícil suspeitar de algo.
— Se eu realmente quisesse procurar um homem, não teria um gosto tão ruim. O que você acha que eu sou?
Adler admitiu seu erro completamente, pedindo desculpas sem parar, e levou um bom tempo até conseguir apaziguar a situação.
— Comprei esses dois apartamentos para ele. Trouxe os dois aqui hoje para dar uma olhada e não imaginava que eles fossem tão apegados, cof, cof... E você também, por que foi invadir daquele jeito?
— Eu sei, vou tomar mais cuidado de agora em diante — respondeu Adler com a voz suave, tendo todas as suas dúvidas dissipadas pelo olhar de repreensão fingida de Adriana.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...