Adriana finalmente abriu a boca:
— Você é incrível.
Não era qualquer um que conseguiria chegar a esse ponto.
Em um lugar como aquela boate, nunca faltavam clientes pervertidos.
Percival não poderia ter escapado disso.
— Eu não me importo. Desde que ele morra, não tenho medo da morte.
— Não diga isso. Estar vivo é mais importante do que qualquer coisa.
Percival abaixou a cabeça, fechou os olhos e disse em voz baixa:
— Eu sei.
Os interrogatórios duraram a noite toda.
No final, coletaram uma pilha grossa de documentos.
Betina estava um pouco cansada, mas seus olhos brilhavam.
— Adriana, com isso, com certeza podemos vencer.
Adriana ordenou que seus subordinados levassem aquelas pessoas em grupos.
Ela providenciou locais mais discretos para protegê-los, até que pudessem servir como testemunhas no tribunal.
Ela queria que Percival fosse junto, mas ele recusou.
— Vou ficar aqui para te ajudar. Além disso, trabalhar naquele lugar não foi totalmente em vão. Eu sei de muitas fofocas e vou ficar de olho para você.
Ela não insistiu mais, apenas recomendou que ele tomasse cuidado.
Ela levou os documentos de volta, encontrou Helton Duarte e os entregou a ele.
— O que é isso?
— Dê uma olhada.
Helton folheou casualmente, mas de repente seu olhar mudou, e ele começou a ler com seriedade.
— É útil?
— Pode acrescentar uns vinte anos à pena dele.
Adriana sorriu.
— Que bom.
— Preciso organizar isso e coletar as provas, vai levar um tempo.
— Vou adiar o casamento.
— Isso não vai levantar suspeitas?
— Não, eu farei isso de forma perfeita.
— Certo. Farei o mais rápido possível. Ah, as outras duas pessoas já foram confirmadas, elas não pegaram a fita de vídeo.
O olhar de Adriana tornou-se gradualmente afiado.
— Bobinha, com o que você está preocupada?
Quando ele se tornava gentil, significava que as mentiras ocultas eram ainda maiores.
— Tenho medo de que você só queira se livrar de mim.
— Como assim? Você está carregando meu filho, como eu teria coragem de te mandar embora?
Era isso, ele queria o filho mais do que tudo, mas não queria o fardo que ela representava.
A frieza nos olhos de Rosana tornou-se ainda mais densa. Ela deu uma última chance.
Ela disse:
— Adler, você realmente não tem nada a esconder de mim?
Adler abaixou a cabeça e beijou seus cabelos.
— O que eu esconderia de você? Só quero que você cuide bem da gravidez e dê à luz o nosso filho com tranquilidade.
— É mesmo? Você não está com pressa de me mandar embora para evitar que eu veja o que não devo?
Adler franziu a testa e perguntou:
— Alguém andou falando coisas no seu ouvido?
Rosana olhou fixamente para ele.
— Adler, você realmente sabe quem é Adriana Pires?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...