— Eu garanto que ela não vai morrer. Na hora, aplicamos uma injeção de adrenalina e ela vai pular de alegria. Além disso, só prometemos entregá-la viva, não damos garantia pós-venda — disse Samanta, enlaçando-se nele.
O olhar de Badi suavizou-se gradualmente.
— E quando a entregarmos, se ela morrer dois dias depois, você não acha que ele vai sofrer ainda mais? — acrescentou Samanta.
Badi pensou por um momento e logo se animou; a irritação de antes desapareceu.
Com um movimento brusco, puxou Samanta para os seus braços, enfiando a mão em suas roupas.
— Vamos subir... — disse Samanta, com o rosto rígido.
Plaft.
Um tapa estalou no ar.
Deixando metade do rosto de Samanta inchado.
— Quem você pensa que é para me dar ordens? Eu te pego quando eu quiser!
Badi arrancou as roupas dela e a prensou no chão, cometendo suas atrocidades.
Samanta entrou em pânico e tentou lutar.
Ela podia suportar a humilhação, mas, pelo menos, não ali, não na frente de Alita!
Mas como Badi toleraria a sua resistência?
Quanto mais ela lutava, mais excitado ele ficava, transformando o ato em pura tortura.
Alita viu a cena e, ardendo de fúria, tentou rastejar para salvá-la, fazendo as correntes tilintarem ruidosamente com seus movimentos bruscos.
Badi ficou ainda mais excitado.
Seus olhos nojentos fixaram-se em Alita.
Como se estivesse imaginando que era ela enquanto abusava da outra.
Alita desejava arrancar os olhos daquele homem e cortar-lhe as três pernas!
Samanta, no entanto, continuava a impedi-la com o olhar.
Não se mova.
Não se exponha!
Se fossem descobertas, todo o esforço teria sido em vão!
Nenhuma das duas sairia viva.
Alita sabia disso. Ela se conteve, apertando as mãos com tanta força que as veias saltaram em suas costas.
Finalmente entendeu de onde vinham as marcas no corpo de Samanta.
Quando terminou, Badi puxou as calças e foi embora, deixando Samanta caída no chão, coberta de sangue, como um trapo velho.
Quando não havia mais ninguém por perto, Alita perguntou, com dificuldade:
Ela sentou-se com esforço, tirou o celular do bolso e fez uma ligação.
Pouco tempo depois, alguém apareceu, pegou Samanta nos braços em silêncio e a cobriu com o próprio casaco, escondendo as marcas em seu corpo.
Uma centelha de fúria surgiu no rosto daquele homem taciturno.
Samanta, é claro, percebeu. Sabendo o que fazer, lançou um olhar para Alita, sinalizando para que não se expusesse.
Alita assistiu à partida deles, com uma expressão sombria.
Bastava fechar os olhos para se lembrar da atrocidade que acabara de acontecer.
Ela parecia um lixo inútil, apenas assistindo de lado.
A sempre orgulhosa Alita sentiu uma rara sensação de fracasso.
Aquele maldito Helder com certeza entenderia a mensagem, não é?
Se ele conseguisse entender.
Se ele aparecesse e a salvasse.
Se no final ela conseguisse acabar com aquele desgraçado do Badi.
Então ela...
Até poderia perdoar Helder.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...