Fórmula do Amor capítulo 14

sprite

(Quarta feira)

Ok, estamos na metade da semana, eu viu conseguir me manter firme lá.

—Mamãe eu vou chegar atrasado. Taylor fala pela segunda vez, meu celular desperto duas vezes, mas ainda não tive coragem para levantar daqui.

—Lili. Grito a procura dela.

—Mamãe, levanta. Ele vem até onde estou e tenta me puxar

—Ok, já estou levantando. Finalmente crio forças para levantar e ir até o banheiro, escovo os dentes, faço minha higiene pessoal e depois visto uma roupa.

Não tomo café da manhã por causa do temporal que está bem corrido, Taylor me mataria, eu sei bem o por que dele está tão animado para ir a escola todos os dias. Deixo ele na escola e vou para a casa daquele idiota. A sociedade é machista, as pessoas que mora no mesmo bairro que eu, já perguntou por o pai dele, por que ele tem que ter um pai, eu posso muito bem me virar, cuidar dele sem precisar de um pai.

—Bom dia Lúcia. Falo entrando

—Bom dia menina, ele já está acordado, só esperando você, hoje ele pediu que eu levasse você até a academia.

Seguimos até a academia, fica em um cômodo separado, passa pelo jardim, é uma casa de vidro.

—Aí está, pode ir lá. Lúcia volta para a casa e eu vou até onde ele está, antes de chegar pude ver Cris pegando um dos pesos, talvez cinco kg de cada lado.

—Podemos começar? Pergunto entrando no cômodo.

—Bom dia Mia, eu queria me desculpar por ontem. Ele fala colocando o peso no chão.

—Olha Cristian, eu não gosto de você, você também não gosta de mim, tudo bem, só que eu prometi para seu amigo que vou deixar você como era antes, e eu não gosto de quebrar promessas, vamos apenas falar quando formos mudar de exercício, ou se tiver sentindo alguma dor, pode ser?

—Tudo bem, se prefere assim. Ele fala e levanta com um pouco de dificuldade.

Não trocamos nem meia dúzia se palavras, ele não reclamou de nada, e eu também não fiz perguntas, o silêncio foi um pouco torturante, o Léo não apareceu hoje, eu não iria perguntar o que estava acontecendo, ele também não falou nada.

—Amanhã continuamos. Falo pegando minha bolsa.

—Tudo bem. Ele fala e saio da academia.

—Até amanhã Lúcia. Falo e ela sorrir.

—Mia, me desculpe me intrometer, mas não leva a mal não o mau humor dele, Cristian tem passado por muita coisa esses dias, descobriu a traição da noiva de uma forma muito dura, ele é um bom menino. Sei que ele pode não ser uma pessoa má, porém a arrogância em suas palavras, são nítidas.

—Tudo bem Lúcia, quem sabe nos consigamos conversar daqui uns dias. Falo e saio da casa.

Pego o Taylor na escola, passamos no supermercado para comprar algo mais saudável, se depender da Lili ela só compra porcaria.

—E então o que vai querer comer? Pergunto e Taylor pensa por um tempo.

—Que tal espaguete?

Sorrio e ele vem até mim.

—Espaguete com brócolis. Falo e ele assente.

tomar banho e eu fiquei cozinhando. A campanhia toca, abaixo o fogo e vou até a porta, me surpreendo quando vejo o doutor Ricardo segurando duas sacolas.

—Desculpe vim sem avisar, mais senti sua falta. Ricardo sorrir e dou passagem para ele entrar.

—Tive vontade de aparecer lá na clinica, mais meu tempo anda um pouco corrido. Falo indo mexer o molho para o macarrão.

—Eu tive vontade de vim aqui antes, mas não sabia bem o que falar. Ele coloca as sacolas encima do balcão. —Trouxe um vinho, e uma lagosta já pronta que encomendei

—Estou terminando um espaguete ao molho branco com brócolis.

com lagosta sem dúvidas vai ficar uma maravilha. Ricardo fala tirando de dentro da sacola, ele tira um vinho, e um bolo de chocolate.

isso são bombas calóricas.

se for ingerida apenas uma vez, por mês. Ele fala dando uma piscada de olho

vou chamar o Taylor para almoçar. Subo as escadas e Taylor está tocando violão, do topo da escada pude escutar, seus dedos fazendo pequenas

até até porta do quarto que está semiaberto, ele está sentado na cama, seu sorriso se alarga quando o som sai da forma que ele quer, fico alguns minutos ali admirando meu filho, eu penso muito em falar para o pai dele sobre sua existência, mas o medo dele querer tirar Taylor de mim é enorme. Quando ele era bebê, eu ficava olhando ele dormir, e procurando características que ligasse ele ao pai, sempre achava algo diferente, o amor que eu ainda sentia por ele era enorme, mais com o tempo foi passando, e se tornou apenas uma lembrança. Eu tenho vontade de ver os dois juntos, sei que ele pensa o que aconteceu com o pai dele, por que nunca mandou mensagem, nunca ligou, nunca foi em uma apresentação

porta e ele olha

—Desculpa filho, vamos almoçar?

Pergunto e ele levanta vindo

sim, estou com fome. Ele fala

amigo da mamãe aí, tudo bem