Nívea o viu com sua postura distante e fria. Todo seu pavor sumiu de uma vez.
Por que ela estava em pânico?
Ele via a ela como se visse uma estranha.
Enquanto ela, mesmo após quatro anos, não conseguia ter a mesma calma que ele.
Ela fechou as palmas, contendo a confusão de sentimentos que brotavam em seu coração.
Foi nessa hora que o gerente Sr. Barros saiu do elevador e viu Gerson e Diana. Ele correu logo, com o rosto cheio de sorrisos.
— Oh! Sr. Valente! Diretora Moreira! Sejam bem-vindos! Por que não avisaram que viriam, assim eu teria descido para buscá-los!
Ele os saudou de forma calorosa e notou Nívea ao lado, apresentando-a.
— Sr. Valente, Diretora Moreira, esta é uma das nossas melhores funcionárias, Nívea! Seu nível com idiomas estrangeiros é ótimo, ela é a espinha dorsal daqui!
O Sr. Barros quis impressionar e logo empurrou Nívea para a frente. — Nívea, venha, o Sr. Valente e a Diretora Moreira estão aqui. Ótimo, participe da reunião de prestação de contas de hoje à tarde.
Nívea sentiu que a sua vista escureceu.
Queria recusar, queria desaparecer daquele lugar imediatamente.
Mas o olhar ardente do Sr. Barros fez com que ela não tivesse sequer um motivo para recusar.
Ela só pôde balançar a cabeça, rigidamente: — Sim, gerente.
Gerson a olhou profundamente.
...
Na pequena sala de conferências.
A atmosfera era tão sufocante que as pessoas mal respiravam.
A cortina não estava totalmente fechada, e a luz da tarde caía de lado, lançando faixas de luz sobre a mesa lisa de conferências e iluminando a poeira no ar.
Gerson estava sentado no lugar principal, com Diana à sua direita.
O Sr. Barros estava sentado do lado oposto, de frente para a tela do projetor. Explicava com entusiasmo a estrutura do negócio e os principais projetos da filial.
Mesmo sendo uma empresa de turismo, ela possuía os direitos de administração de diversas atrações importantes em Serra Doce e de várias cidades próximas.
Ele falou de forma emocionada, tentando comover aquele homem importante que iria definir o destino da empresa.
Nívea estava sentada atrás, ao lado do Sr. Barros. Com o caderno aberto e uma caneta na mão, não conseguia escrever uma única palavra.
O Sr. Barros finalmente terminou sua apresentação. Ao olhar para Gerson cheio de expectativas, a sala ficou momentaneamente em silêncio.
Gerson desviou o olhar de Nívea para o Sr. Barros e bateu o dedo na mesa duas vezes, poupando palavras: — Bom trabalho. Compreendi.
Não afirmou nem negou.
O sorriso do Sr. Barros ficou um pouco rígido.
— Sr. Valente, Diretora Moreira, os senhores que trabalharam duro! Vejam, já é hora do jantar. A cidade não pode se comparar à capital, mas há restaurantes de comida caseira que são excelentes! Será que poderiam nos dar a honra e me deixar ser o anfitrião por hoje?
O Sr. Barros esfregava as mãos, o rosto parecendo cheio de expectativas, querendo contornar as falhas na sua apresentação.
Diana olhou para Gerson, esperando que ele decidisse.
Ela percebeu claramente que Gerson não parecia estar afim de ir jantar.
Gerson não respondeu de imediato.
Seus olhos caíram sobre Nívea de novo, a não muita distância. E quase sem hesitar, respondeu: — Pode ser.
O Sr. Barros ficou animado!
Mas a frase seguinte de Gerson fez o coração de Nívea afundar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Fugi com o bebê do herdeiro falso