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Fugi com o bebê do herdeiro falso romance Capítulo 36

Ele já estava acostumado.

Normalmente não ligava para o que os outros achavam.

Muito menos sendo crianças inocentes.

Mas aquele menino gordinho falou de novo: — Sophia, seu tio é assim e você tem coragem de trazer ele pra escola? É muito feio!

Sophia ficou brava: — Não fale do meu tio! Peça desculpas ao meu tio!

O menino não sentiu nenhum remorso e ainda fez uma careta: — Blé, blé, blé, seu tio é um monstro, um monstro sem mão! Um monstrão!

O peito de Sophia subiu e desceu e, como um animalzinho com a pelagem eriçada, ela avançou de repente em direção ao garoto.

O corpinho dela explodiu com uma força surpreendente.

E ela empurrou o menino, que era uma cabeça mais alto, para o chão.

Natanael nem teve tempo de reagir e as duas crianças já estavam brigando no chão.

Quando caíram, Sophia ficou por cima e o arranhou duas vezes no rosto sem ver.

Mas ele era mais pesado. Quando apanhou, chorou alto e a empurrou com força, derrubando Sophia e fazendo com que o ombro dela batesse na mesinha ao lado.

— Sophia! — Natanael se adiantou com pressa.

O garotinho levantou-se chorando e gritou: — Mamãe, mamãe, mamãe...

Os olhos de Sophia também estavam vermelhos, primeiro pela dor, segundo pela tristeza.

Mas quando pensou no que disseram do tio, ela fez menção de avançar para dar mais uns tapas nele.

Mas o professor e Natanael a seguraram.

A sala ficou em um silêncio mortal.

A mulher riu com desdém e olhou para a manga vazia de Natanael com desprezo: — O que tem de errado nas crianças falarem a verdade?

Ela se virou para a Diretora Helena: — Isso não vai acabar por aqui! O rosto do meu filho foi arranhado e ninguém sabe se vai ficar cicatriz! Vamos ter que ir no hospital! As despesas médicas e a indenização por danos morais não vão ficar de fora! E essa criança violenta tem que ser expulsa!

A respiração de Natanael ficou pesada.

Seus olhos foram ficando sombrios.

— Vamos à enfermaria primeiro cuidar disso. — A Diretora Helena falou envergonhada. — A Sophia costuma ser muito boazinha, hoje pode ser que...

— Pode ser nada! — A mulher a interrompeu. — Vou ligar para o meu marido agora mesmo! A escola de vocês vai ser processada!

Natanael agachou-se e limpou as lágrimas do rosto de Sophia com a mão esquerda: — Tudo bem, o tio tá aqui.

Ele se virou para a mulher: — Podemos ir ao hospital, mas a situação tem que ser esclarecida. Foi o seu filho quem xingou primeiro.

— Esclarecer o quê?! — A mulher gritou. — Os machucados no rosto do meu filho são a prova! Acha que pode tudo só porque é deficiente? Vou te contar uma coisa, isso não vai ficar assim!

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