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Meia hora depois, no ambulatório de pediatria do Hospital Central de Serra Doce.
— É só um arranhão de leve, é só passar pomada que melhora. — O médico disse sorrindo após examinar o rosto do garoto.
— Como assim "que melhora"? — A mulher insistiu. — E se inflamar? E se der cicatriz? O meu filho tem um rosto tão lindo!
Nesse momento, um homem de meia-idade barrigudo finalmente chegou, gritando assim que apareceu: — Quem bateu no meu filho? Ah? Tá cansado de viver, é?
No corredor, do lado de fora do consultório, Sophia encolheu-se ao lado de Natanael, com os olhos grandes cheios de lágrimas.
Natanael estava com o celular na mão mandando mensagem para Nívea.
— Foi você? — O homem se aproximou de Natanael e o olhou com ferocidade. — Um deficiente tem a cara de bater no meu filho?
— Foi o seu filho que ofendeu primeiro.
Natanael levantou-se. Ele era mais magro que o outro, mas muito mais alto, forçando o homem a erguer a cabeça para olhá-lo nos olhos.
— Ofendeu? — O homem riu friamente. — O que o meu filho disse?
Sophia mordeu o lábio e falou teimosamente: — Ele disse que meu tio é um monstro sem mão!
O homem gargalhou: — O que que tem ele falar a verdade? — Ele olhou para o coto do braço de Natanael e sacudiu as próprias mãos inteiras. — Não é verdade?
Ouviu-se um barulho não muito longe.
Nívea chegou correndo, ofegante e com os cabelos desarrumados, claramente ela tinha corrido para subir as escadas.
Quando viu Sophia em lágrimas, ela se abaixou na mesma hora e a abraçou: — Filha, o que aconteceu?
— Mamãe! — Sophia começou a chorar. — Eles disseram que o tio é um monstro, mas não é, buááá...
Antes de chegar, Natanael já tinha contado a Nívea pelo celular o que aconteceu.
Ela pagaria a conta do hospital de quem a Sophia bateu.
Mas Sophia não fez nada de errado.
E foi uma grande injustiça com o Natanael.
O homem de barriga de chope olhou para Nívea de cima a baixo.


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