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Fugi com o bebê do herdeiro falso romance Capítulo 68

— A mãe da Srta. Nívea Lemos morreu há muito tempo. O pai dela ainda está vivo, mas não tem uma reputação muito boa, adora jogar e beber. Os dois não se falam há muito tempo.

Quando Lucas Mendes terminou de falar isso, ele sentiu um formigamento na cabeça.

Porque a verdade era que era impossível encontrar os pais de Nívea Lemos. Ela cresceu num orfanato.

O orfanato mudou de lugar há muito tempo.

Quando ele descobriu isso, ele mesmo ficou surpreso por muito tempo.

Ele devia ter dito a verdade.

Uma mentira leva a outra.

Ele mentiu da última vez e ia precisar mentir dessa vez.

Senão o chefe saberia que Nívea Lemos é órfã, e com certeza começaria a prestar mais atenção.

Assim que a interação entre os dois aumentasse, logo descobriria algo sobre a criança.

Neste momento ele até se arrependeu. Ele deveria ter contado a verdade sobre a gravidez no prontuário médico?

Gerson Valente olhava para os documentos, de cara pesada.

Nívea Lemos nunca lhe contara isso antes.

Claro, ele também não perguntara.

— Sendo assim, o senhor vai entrar em contato com o pai da Srta. Nívea Lemos?

Gerson Valente largou o material: — Não precisa.

— Então vou me retirar, tudo bem?

— Tudo bem.

Passou um tempo, Gerson Valente mandou chamar Vitor.

— Chefe, o senhor mandou me chamar?

— Investigue os pais de Nívea Lemos.

O cabelo curto de Vitor era formidável e ele paralisou ao ouvir o que ele tinha a dizer: — Você não mandou o assistente Lucas Mendes investigar isso?

— Ele não me deu os detalhes todos. Traga um material para eu dar mais uma olhada.

— Tá bom, entendi.

Vitor foi embora.

Gerson Valente pegou de novo os documentos entregues por Lucas Mendes e analisou tudo mais uma vez.

Dr. Arthur ficou atordoado por um segundo, e pensou que a mesma pessoa que estava te fuzilando com o olhar na hora da refeição, hoje estava amigável.

— Não faz mal. — Disse o Dr. Arthur. — Eu sou um médico e, se você estiver nesse estado, seria contra a ética médica se eu fosse almoçar.

— Obrigado.

Quando acabou de checar os ferimentos, Dr. Arthur disse: — Preste muita atenção ao seu descanso. É melhor não...

Na hora de falar para ele não usar a mão machucada, ele percebeu que Natanael tinha apenas uma mão.

— No seu caso, acho que você vai precisar de um membro da família para ajudar a cuidar de você. Sua irmã já sabe?

— Não sabe ainda. — Natanael estava sentado na cadeira com a cara mais plena do mundo, mas também com um tom um pouco humilde. — Ela tem que ajudar a tomar conta da criança, eu me viro com esse pequeno problema sozinho.

Dr. Arthur prestou muita atenção às palavras 'ajudar' e 'ele'.

— Ajudar você? O que isso quer dizer? — Dr. Arthur perguntou cautelosamente.

A criança de Nívea Lemos era dele?

Natanael olhou e disse: — Sophia não é a filha biológica da minha irmã. Ela não te falou?

Dr. Arthur empurrou os óculos: — Não. Eu achei que a Sophia fosse a...

— Sophia é, de fato, a criança da minha irmã biológica. O pai biológico é um monstro e fugiu. Minha irmã biológica estava aos prantos. Na hora de dar a luz, ela morreu. O caso de Sophia é triste e ela não tem pai ou mãe. Nívea Lemos sentiu dó dela e assumiu o papel de mãe.

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