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Fui a Esposa de Fachada do Bilionário — Até Pedir o Divórcio e Ver Ele Perder o Controle romance Capítulo 10

"Bela", cujo nome completo era Isabela Rossi, era advogada e, durante os últimos vinte e cinco anos da vida de Júlia, havia sido sua melhor amiga.

As duas se conheceram no ensino médio e depois frequentaram a mesma universidade. Sete anos de amizade já haviam tornado a relação delas inseparável, a ponto de não haver distinção entre o que era de uma ou da outra.

O ponto de virada ocorreu há três anos, quando Júlia estava prestes a se casar com Lucas. Isabela foi totalmente contra. Ela ressaltou repetidamente que Lucas não gostava de Júlia tanto quanto ela imaginava, e que, estando com ele, ela não seria feliz.

Mas a Júlia daquela época nunca ouviria. Cega de paixão, ela só pensava em se casar com Lucas. Achava que um pouco de afeto era o bastante e, mesmo que não houvesse, o amor poderia ser cultivado; o que não lhe faltava era tempo e paciência para esperar.

Vendo que não conseguia convencê-la, e não querendo assistir de camarote ao casamento dela com Lucas, Isabela rompeu com ela num acesso de raiva. Desde então, nunca mais se falaram.

Agora que o tempo havia passado, olhando para a situação da época, Júlia só então percebeu que Bela, provavelmente, já havia enxergado a verdadeira essência da situação desde o começo, e por isso a aconselhou tanto.

Uma pena que, na época, ela mesma foi incapaz de enxergar.

A linha ficou em silêncio por um bom tempo. Achando que a ligação tinha caído, Júlia tentou chamá-la de novo: — Bela, você está ouvindo?

— Uhum — Isabela respondeu. Sua voz continuava fria, mas já não tinha a mesma sensação de distância do início. — Onde você está agora?

Júlia levantou a cabeça e olhou para a placa "Condomínio Lago Esmeralda". Como não queria envolver muito a amiga, apenas deu o nome de uma rua próxima.

— Me espera aí, estou indo.

— Não precisa, eu...

— Me espera aí — antes que Júlia pudesse terminar, foi interrompida. — Vou chegar rápido, uns trinta minutos. Procura um lugar quentinho para ficar por enquanto.

— Está bem. — Ao ouvir isso, os olhos de Júlia arderam. Apesar de a fala soar incisiva e de o tom não ser meigo, Júlia sabia que era assim mesmo que a amiga era. Bela era alguém de fala dura, mas de coração mole; a pessoa com quem ela sempre podia contar nas horas mais difíceis.

Júlia tentou controlar as batidas do seu coração e manteve a voz calma e sensata ao máximo: — Lucas, não esqueça de que aquela casa é a nossa casa de casados, e Arthur Campos também é nosso filho adotivo. Se eu, na minha casa, quebrar minhas coisas e bater no meu filho, qual é o problema?

Após essa fala, a linha de fato mergulhou num silêncio mortal.

Júlia também não disse nada; simplesmente confrontou-o em silêncio.

Ela sabia o peso letal daquela frase sobre Lucas; e dissera isso de propósito. Se eles haviam armado todo esse esquema, então ela participaria do teatrinho deles.

— Júlia, você tem ideia do que está falando? Quem te deu coragem de falar comigo com esse tom?

Mesmo através do telefone, Júlia podia sentir a fúria dele do outro lado da linha.

Porém, ela compreendia. Afinal, no passado, ela não ousava dizer nem um "não" na frente dele; para dizer a verdade, era tratada como um cachorro por Lucas Campos. Agora, ousava confrontá-lo; de fato, seria difícil para qualquer um aceitar.

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