Júlia sabia que ele estava se referindo ao seu emagrecimento, então respondeu naturalmente: — Sim, eu perdi um pouco de peso.
Embora Carlos a achasse bonita antes, ele não pôde deixar de admitir que, após emagrecer, toda a sua silhueta e postura haviam se tornado mais elegantes. Tranquila e serena como a água.
— Você está ainda mais bonita e com mais presença do que antes.
Embora fossem palavras de elogio, vindas da boca do Sr. Carvalho, não carregavam nenhum peso de flerte. Júlia sentiu que ele a estava elogiando de forma sincera, uma genuína apreciação.
— Obrigada.
Eles continuaram conversando durante o trajeto. Após finalizar os trâmites, Carlos se ofereceu para levá-la ao escritório.
Ao ouvir aquilo, Júlia recusou no mesmo instante. Como um homem tão ocupado como ele poderia ficar paparicando-a o tempo todo? Ajudar no processo de admissão já era algo que ela podia justificar por não estar familiarizada com o local, mas não poderia tomar mais do tempo dele apenas para acompanhá-la até a sala.
— Não se preocupe comigo, eu consigo me virar sozinha. O senhor pode ir cuidar das suas outras tarefas.
Inesperadamente, Carlos respondeu: — Não precisa. Minha tarefa mais importante hoje é cuidar para que tudo fique bem encaminhado para você.
E, dizendo isso, ele já entrou no elevador ao lado dela.
O escritório de Júlia ficava no vigésimo quinto andar, em uma sala independente. Ao redor ficavam os outros funcionários responsáveis pelo projeto. Embora a infraestrutura básica já estivesse toda montada, a verificação final precisaria da aprovação dela.
Dentro da sala, havia um perfume sutil e elegante no ar, e as plantas verdes combinavam perfeitamente com os arranjos de flores, mostrando claramente que havia sido feito com muito cuidado.

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