Desde que houvesse experiência e paciência, o que eles precisavam era apenas de tempo.
O que realmente deixou Júlia pouco à vontade foi a sensação de receber tamanha confiança. Antigamente, no Grupo Campos, ela só sentia isso quando lidava com sua própria equipe; na maior parte do tempo, ela era ignorada e rejeitada.
Então era essa a sensação de ter um escudo e ser apoiada. A sensação de que o coração não estava mais vazio; mesmo se falhasse, ela não teria medo e poderia avançar sem se preocupar com as costas.
Sendo assim, ela decidiu não falar mais nada, querendo apenas usar seus resultados futuros para mostrar que não haviam escolhido a pessoa errada.
Após acomodar Júlia, a primeira coisa que Carlos fez foi ir à sala de Dante para prestar contas. O escritório dele ficava no vigésimo sexto andar e, apesar de haver um pavimento separando os dois, a planta e a disposição eram exatamente iguais. Até a forma como o sol batia pelas janelas era a mesma.
Isso foi algo que Dante instruiu especificamente, e Carlos, mesmo sem entender o motivo, cumpriu a ordem com perfeição.
Ao abrir a porta, Dante estava de pé perto da janela. Ouvindo o barulho, ele se virou e perguntou: — Tudo arranjado?
— Tudo arranjado — respondeu Carlos. Daquele ângulo, ele tinha a visão perfeita do corpo e das feições impressionantes do seu chefe, e pensou consigo mesmo que, mesmo se não trabalhasse no ramo corporativo, com aquele visual Dante seria um sucesso em qualquer outra área.
— E então? Ela gostou?
— A Srta. Viana gostou muito. Das flores, das plantas verdes e da decoração do escritório, ela gostou de tudo. Mas sobre o cargo, a Srta. Viana pareceu um pouco preocupada por ser muito alto. Depois que expliquei conforme suas instruções, ela não falou mais nada. — Carlos relatou detalhadamente.
— Hm. — Dante concordou. Ele já tinha imaginado isso, por isso havia avisado Carlos com antecedência.
— Tem mais uma coisa, mas não sei se devo falar.
— Tem a ver com ela?
— Sim.
— Então o que está esperando?


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