Porém, ela não alimentava muitas esperanças e fez o pedido de forma casual. Se a resposta fosse não, ela não forçaria a situação, apenas deixaria que o motorista da casa a levasse.
Surpreendentemente, dessa vez Júlia não recusou, concordando de forma muito direta.
Dona Campos ficou exultante. Lucas levantou as sobrancelhas; esta era a primeira vez no dia que ela não o repelia. Ele estava ansioso para ver que truque ela estava escondendo nas mangas.
Depois de entrarem no carro, Lucas falou primeiro: — Endereço.
— A estação de metrô mais próxima. — Júlia continuava tão indiferente quanto antes e não queria desperdiçar nem uma única palavra extra com ele.
Lucas riu friamente: — Já que é assim, por que concordou em entrar no meu carro agora há pouco?
— Eu só não queria fazer uma cena feia na frente da Vovó Eleonora.
— Você não acha que já causou o suficiente hoje? — Lucas olhou para ela pelo canto do olho. — Pedido de demissão, indiferença, virar a mesa. Quantas vezes mais você acha que eu vou tolerar isso?
Então isso era fazer cena? Ela só tinha lidado com ele usando os mesmos métodos que ele tinha antes, e a força nem sequer era suficiente, mas ele já não aguentava mais?
Júlia deu um sorriso frio, sentindo apenas que ele era patético.
— Ninguém pediu para você tolerar nada.

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