A funcionária sorriu novamente:
— De nada, eu só disse a verdade.
Enquanto as duas conversavam, de repente, ouviram vozes animadas de um grupo conversando na entrada. Júlia achou uma das vozes familiar, mas antes que pudesse se lembrar de quem era, as pessoas apareceram diante dela.
Era Valentina Campos, acompanhada por outras duas garotas.
Valentina usava roupas de ioga brancas, o cabelo preso num coque alto, exibindo uma figura escultural e uma aura de nobreza e elegância.
Ao ver Júlia, um lampejo de surpresa e admiração cruzou seus olhos, mas rapidamente ela se recompôs e deu um sorriso de desdém frio.
As duas garotas atrás dela vestiam roupas parecidas, mas não tinham a mesma presença que Valentina. Elas avaliaram Júlia de cima a baixo, e uma delas disse em tom de zombaria:
— É a primeira vez que vejo alguém tão gordo neste lugar. A economia está tão em baixa assim que qualquer ralé agora consegue entrar aqui?
Assim que ela terminou, a outra continuou:
— É verdade. Não consigo entender, ela já é tão gorda e ainda escolhe usar azul? Isso não expõe ainda mais os defeitos? E olha aquela barriga, é maior que barriga de pós-parto. Como tem coragem de usar esse tipo de roupa?
— Falar assim até parece culpa da roupa. Com a gordura dela, é óbvio que qualquer cor ficaria péssima. Não é como a nossa Valentina, linda por natureza, que consegue parecer uma fada mesmo usando branco, a cor mais difícil de vestir.
— Exatamente! Se não fosse assim, o Sr. Campos não seria tão loucamente apaixonado por ela. Tem gente que devia se olhar no espelho. Vir aqui é o quê? Tentativa de emagrecer na ilusão de que vai conseguir agradar ao Sr. Campos depois?
Ao ouvir isso, Valentina franziu a testa e voltou a olhar Júlia de cima a baixo. Por alguma razão, percebeu de repente e pela primeira vez que as feições dela eram realmente boas, especialmente aqueles olhos.
— Pura ilusão. — Valentina lançou uma frase fria, com os olhos cheios de desdém e sarcasmo.
— Como vocês podem bater nas pessoas?
A mulher não mostrou nenhum pingo de arrependimento, continuando a gritar com arrogância:
— Bati mesmo! Você é só uma empregada, falando de forma clara, só um cachorro. Nem se enxerga e ainda ousa caluniar...
Antes que ela pudesse terminar a frase, o som de mais dois tapas ecoou pelo ar.
*Plaft! Plaft!*
Foram ainda mais duros e mais pesados do que o anterior.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Fui a Esposa de Fachada do Bilionário — Até Pedir o Divórcio e Ver Ele Perder o Controle