Desta vez foi Júlia. Ela deu dois tapas fortes no rosto da mulher que acabara de falar.
Num instante, o ar mergulhou num silêncio absoluto. Todas olhavam para ela incrédulas.
A mulher que levou o tapa cobriu o rosto, os olhos parecendo lançar fogo:
— Você ousa me bater?!
— Bati mesmo. — Júlia a encarou friamente. — O que foi? Só você pode bater nos outros? Os outros não podem bater em você?
A mulher engasgou, olhando para Júlia cheia de indignação e, em seguida, bateu o pé, virando-se para Valentina em busca de ajuda:
— Valentina, liga rápido pro cunhado e manda ele vir aqui dar um jeito nessa vadia!
Ouvindo isso, Júlia não pôde deixar de rir com frieza por dentro. *Cunhado?* Ela dizia isso com tanta naturalidade.
Certamente, o cunhado a quem ela se referia era Lucas Campos. Ela e Lucas nem sequer haviam se divorciado ainda, mas a garota já o chamava assim. Parecia que, em relação a esse divórcio, Lucas estava com mais pressa do que ela própria. Mas isso era bom, Júlia também não tinha a menor vontade de continuar se envolvendo com ele.
Valentina não se moveu e não fez a ligação. Ela tinha suas próprias considerações. Aos olhos de Lucas, sua imagem sempre fora de alguém gentil, bondosa e com um ar de fada; era exatamente por isso que ele a amava tanto. Se chamasse Lucas ali naquele momento e o deixasse saber de tudo isso, sua imagem seria drasticamente arruinada.
Além disso, os dois tapas não foram no rosto dela.
Por isso, numa atitude atípica, ela não continuou a dificultar as coisas para Júlia. Apenas consolou a mulher ao seu lado com algumas palavras casuais e sugeriu que fossem se exercitar.
A mulher esbofeteada ainda segurava o rosto, achando difícil aceitar aquela forma de lidar com a situação, e queria retrucar mais um pouco, mas foi contida pela outra companheira.
A outra percebeu que, naquele momento, Valentina não queria causar um escândalo. Então, enquanto a puxava para ir embora, lançou uma ameaça para Júlia, que ficou para trás:
— Pode esperar. Hoje estamos ocupadas e não vamos perder tempo com você, mas no futuro teremos muitas oportunidades de te dar uma lição.
Depois que elas saíram, Júlia pegou um pouco de gelo e aplicou no rosto da funcionária:
Assim que cruzou a porta, viu um Cullinan parado na entrada. Lucas Campos estava encostado na lateral do carro, segurando um cigarro. Pelo visto, estava esperando por Valentina.
A combinação do homem com o carro fazia com que várias jovens se reunissem em volta, com suspiros de admiração soando aqui e ali. Logo, a figura de Valentina apareceu. Entre invejas e suspiros das espectadoras, ela sorriu e se jogou nos braços de Lucas.
No momento em que se virou, ela também viu Júlia. Então, deu um beijo no rosto de Lucas de propósito e, em seguida, lançou um olhar provocador para Júlia.
Júlia, porém, agiu como se não tivesse visto nada. Passou direto pelo meio das pessoas e deixou o local.
No carro, Valentina conversava com voz doce e compartilhava seu treino do dia com Lucas, contando os novos movimentos que tinha aprendido e como a professora a tinha elogiado.
Lucas ouviu com um sorriso no rosto e, por fim, ergueu uma sobrancelha:
— Então hoje à noite vou ter que inspecionar isso direito.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Fui a Esposa de Fachada do Bilionário — Até Pedir o Divórcio e Ver Ele Perder o Controle