— Ah, é? E como você quer inspecionar?
— O que você acha?
— Seu bobo. — Valentina fingiu corar, batendo de leve no peito dele com timidez.
— O quê? Não gosta?
— Gosto.
Lucas riu baixinho.
Aproveitando o bom humor dele, Valentina apressou-se em dizer:
— Agora há pouco, acho que vi a Júlia na academia.
Ao ouvir esse nome, a expressão de Lucas esfriou no mesmo instante:
— O que ela estava fazendo lá?
— Não sei — Valentina fingiu inocência. — Provavelmente também quer malhar. Mas eu não sei como ela consegue pagar um lugar como aquele, será que...
Ela parou no meio da frase, observando secretamente a expressão de Lucas. Vendo o rosto dele ficar cada vez mais sombrio, não ousou continuar por aquele caminho, então mudou de rumo.
— Imagino que ela esteja fazendo tudo isso por você, querendo chamar a sua atenção. Lucas, se um dia ela realmente conseguir emagrecer, você mudaria a sua opinião sobre ela?
— Eu sabia. Ela realmente não desiste. — Lucas riu com escárnio. — Você acha que eu mudaria?
Valentina abaixou a cabeça no momento certo, ficando em silêncio. Ela era perita em usar esse método para despertar a compaixão e o instinto de proteção dos homens.
Lucas, como esperado, sentiu o coração apertar e ergueu a mão para acariciar a orelha dela:
— Fique tranquila. O jeito que eu te trato, você não sabe? Além disso, não é de hoje que a conheço. Como ela era antes, eu também não deixei de ver.
O semáforo ficou vermelho. Lucas parou o carro e olhou nos olhos dela:
— O que eu mais odeio é aquela atitude subserviente dela, sempre me seguindo como uma sombra. Eu nem falo nada e ela já morre de medo, bisbilhotando os meus gostos feito uma psicopata, até colecionando as coisas que eu usei. Esse tipo de mulher, eu nunca vou gostar na vida.
— O que eu gosto é do seu tipo: nobre, fria, de uma elegância única, como um lírio. — Dizendo isso, ele deu um beijo em Valentina. — Agora está mais tranquila?
— Sim, eu também gosto de você. — Valentina retribuiu o beijo com satisfação. — E pra onde vamos agora? Vamos comer fora?
— Mãe, eu só me preocupo que pessoas mal-intencionadas escutem e usem isso contra nós — explicou Valentina.
— Com o que se preocupar? O Arthur já é do sangue dos Campos. Embora tenhamos que ser discretos agora, é só uma questão de tempo até que ele seja oficialmente reconhecido pela família.
Após dizer isso, Silvia acenou para Arthur:
— Venha aqui, venha com a vovó, veja o presente que a vovó preparou para você.
Arthur sabia muito bem como agradar. Ao ouvir aquilo, balançou as perninhas e correu na direção de Silvia:
— Vovó!
— Oh, meu netinho lindo.
Silvia abriu o presente. Era um cachorrinho, exatamente igual ao que Júlia tinha.
Ao ver o cachorrinho, Arthur gritou de emoção:
— Eu adoro cachorrinhos, obrigado, vovó!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Fui a Esposa de Fachada do Bilionário — Até Pedir o Divórcio e Ver Ele Perder o Controle