Clara correu apressada para impedi-lo.
— Não dá, a gente tem que subir! O nosso drone ficou preso na árvore! Moça, você sabe subir em árvore? Pode pegar pra gente?
Uma menininha com o cabelo preso em dois coques puxou a barra do vestido de Clara.
Ela devia ter uns quatro ou cinco aninhos, parecia uma bolinha de neve e tinha olhos grandes que piscavam incessantemente.
Clara se abaixou e acariciou a cabeça dela.
— A moça não sabe subir em árvore, não.
A garotinha fez um bico. Clara então apontou para o controle remoto nas mãos do menino.
— Mas a moça é muito boa em pilotar drones. Que tal você me dar o controle, e a moça faz ele voar lá de cima para baixo?
Os meninos se amontoaram ao redor e começaram a tagarelar.
— Impossível! Ele ficou completamente entalado nos galhos, não tem como sair voando!
— Humpf, quando eu já estava brincando de drone, você ainda devia estar brincando na lama! Eu já tentei umas cem vezes. Se não sabe subir em árvore, fica de longe e não atrapalha.
O menino que tentava escalar a árvore a olhou com uma expressão de total arrogância.
Clara achou graça.
— Se eu não conseguir tirar ele de lá voando, pago um novo para vocês. Mas se eu conseguir, vocês vão ter que gritar bem alto 'Moça, você é a melhor!'. Querem apostar?
— Apostado! Vou te mostrar quem é que não sabe o que está fazendo! Mel, dá o controle pra ela.
— É a moça aqui que vai te ensinar que sempre tem alguém melhor! Presta atenção.
Ela ergueu o olhar, analisou a posição do drone na árvore e, sem hesitar, empurrou os joysticks do controle.
— Tsc.
O garoto zombou, apenas esperando para ver o drone tentar decolar e bater contra os galhos até pifar de vez.
Mas, no segundo seguinte, os olhos dele se arregalaram.
O drone, que antes estava preso na ramagem espessa como uma mosca tonta, de repente se tornou tão ágil quanto uma andorinha.
Acompanhado por um leve zumbido, o aparelho quase não fez esforço para atravessar o emaranhado complexo de folhas e galhos. Deslizou para fora com leveza, disparando para o céu como uma águia de prata se libertando das correntes.
— Uau!
— Voou! Voou!
— Ele conseguiu sair!
Em meio aos aplausos eufóricos, Clara deu alguns passos para trás. Ela manipulava o drone prateado no ar, fazendo-o girar, dar mergulhos extremos, voar rente à superfície do lago e, em seguida, subir em linha reta para as nuvens.

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