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Grávida Após o Divórcio: Meu Ex-Marido Infiel Enlouqueceu de Ciúmes romance Capítulo 5

Se o homem tivesse se dado ao trabalho de virar o rosto e olhar pela janela, teria visto sua esposa sentada na beira da rua, encharcada pela chuva gelada e com o olhar completamente vazio.

Mas ele não olhou.

Ele estava ocupado demais se deliciando com o frescor e o estímulo que aquela garota jovem lhe proporcionava. Onde, na cabeça dele, sobraria espaço para lembrar que tinha uma mulher?

Clara observou o carro desaparecer em meio às luzes de neon e levantou-se do banco.

Ela tirou da bolsa o laudo médico atestando sua saúde para a gravidez e rasgou-o pedaço por pedaço, jogando-os de forma metódica na lixeira mais próxima.

Depois, virou as costas e andou na direção oposta.

A noite já caía pesada, e a garoa continuava.

O movimentado centro financeiro da cidade estava deserto.

Na esquina, uma senhora idosa estava agachada. Os cabelos brancos acumulavam gotículas sob a luz do poste, e a seus pés havia um cesto de flores.

A vida já era difícil o suficiente; o amor não valia um centavo furado.

Clara tirou a aliança do dedo, caminhou até a senhora, pegou sua mão e depositou o anel nela, fechando os dedos enrugados em seguida.

— Está chovendo. Vá para casa mais cedo.

A senhora pareceu não processar a atitude, e Clara tampouco esperou. Voltou a caminhar.

Dois minutos depois, um Rolls-Royce Phantom preto estacionou na esquina, e a porta do motorista se abriu.

Um sapato social masculino impecavelmente polido tocou o chão. A calça de alfaiataria subiu levemente, revelando tornozelos definidos cobertos por meias de seda pretas.

O homem desceu, abrindo um guarda-chuva preto sobre sua silhueta alta e imponente. Com passos largos, pisou na calçada e segurou a senhora que se levantava tremendo, o cenho profundamente franzido.

A idosa se apressou em pedir desculpas: — Felipe, não fique bravo... Eu também não imaginava que fosse chover. Minha saúde está ótima, tomar um pouco de chuva não é nada demais...

Ela havia ido a um concerto e, na volta, seu motorista tinha esbarrado sem querer em uma menina que vendia flores.

Como o motorista teve que levar a menina ao hospital e ela estava perto da sede do grupo empresarial do neto, decidiu esperar na rua até que o neto aficionado por trabalho viesse buscá-la.

Com a cara feia do neto, a voz da senhora foi sumindo. De repente, lembrando-se de algo, ela estendeu o anel na direção dele.

— Teve uma moça agora pouco que interpretou tudo errado. Ela tirou a aliança, me entregou e antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo, foi embora! Vai rápido, corre atrás dela e devolve isso!

— Foi aquela moça lá. — Ela apontou em uma direção.

Felipe Ferreira lançou um olhar para o horizonte, conseguindo ver apenas uma silhueta feminina fina e embaçada pela chuva, quase engolida pelas luzes da rua.

— Entre no carro primeiro.

Ele acomodou a avó no banco de trás, ajustou a temperatura do ar-condicionado e a enrolou num cobertor antes de fechar a porta e ceder à insistência dela para ir atrás da mulher.

Com suas passadas longas, a silhueta distante foi ficando mais nítida.

Ela caminhava contra a chuva, num ritmo constante. O sobretudo azul já estava ensopado, grudando-se à cintura fina, o que a deixava parecendo ainda mais frágil.

Contudo, suas costas estavam perfeitamente eretas, exalando uma teimosia absurda. Ela possuía uma aura fria, como se estivesse separada daquele mundo barulhento por uma barreira invisível, e dobrou a esquina deixando para trás um ar de mistério.

Felipe apressou o passo, mas quando virou a esquina, ela já tinha sumido.

A rua longa estava vazia. As poças d'água refletiam a luz da cidade, fazendo com que ele quase duvidasse se a figura que vira fora real.

Quando Felipe voltou ao carro, a avó imediatamente cobrou um resultado.

Capítulo 5 1

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