— Saia! Quem permitiu que você entrasse?!
*Crash!*
Assim que Clara entrou no quarto do hospital, Joana a viu e, aos gritos, jogou nela tudo o que estava em cima da mesa.
Sofia também pulou da cama ao lado, apontando o dedo para Clara.
— Não ouviu o que a minha mãe disse? Saia! Vá ficar de rosto virado para a parede no corredor. Só vai poder entrar quando o humor da minha mãe melhorar e a raiva dela passar!
Os rostos de mãe e filha exibiam a mesma maldade mesquinha e um ar de superioridade inalcançável.
Clara desviou-se dos objetos atirados, sacudiu uma poeira inexistente da barra do vestido e só então levantou os olhos, encarando Sofia com desdém.
— Qual é a cadela louca que não para de latir?
— Quem você está chamando de cadela louca?
— Quem vestir a carapuça, oras. — Clara olhou para Sofia com um sorriso irônico.
Sofia demorou a entender, mas, quando percebeu, seu rosto se contorceu de raiva.
Os médicos disseram que a mordida de cachorro em sua perna deixaria cicatriz, e a dor a impedira de dormir na noite anterior. Além disso, a marca do tapa que Clara dera em seu rosto parecia ainda mais assustadora hoje.
Ela achava que Clara tinha vindo pedir perdão, mas a cunhada estava ainda pior, xingando-a de cadela logo ao entrar?
Como Clara ousava?!
— Clara, eu vou acabar com você!
Sofia levantou a mão e avançou na direção de Clara, pronta para arranhar seu rosto.
Clara, no entanto, agarrou com firmeza a mão que se aproximava. Com seu 1,68m de altura, ela era meia cabeça mais alta que Sofia.
Hoje, para impor presença, Clara havia vestido um salto alto preto e um sobretudo longo, com maquiagem completa e delineador marcado.
Seus traços vívidos e altamente agressivos ganhavam agora uma beleza estonteante e avassaladora.
Diante de Sofia, ela emanava uma aura de poder absoluto. O olhar frio e cortante fazia com que Sofia a visse quase como um espectro vingativo em busca de almas.
A coragem de Sofia murchou instantaneamente, e ela começou a se debater e a gritar.
— Mãe! Ela vai me matar! Faça o meu irmão pedir o divórcio! Não quero mais que ela seja minha cunhada!
Joana bateu com força no criado-mudo e gritou para a cuidadora e para a empregada Ana:
— O que estão esperando?! Vão logo ajudar a Senhorita Sofia!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida Após o Divórcio: Meu Ex-Marido Infiel Enlouqueceu de Ciúmes