— Eu não me atrevo a ligar para casa, tenho medo de que meus pais e meu irmão fiquem preocupados. Estou com tanto medo, não consigo nem fechar os olhos. Quando fecho, só vejo a imagem ensanguentada deles... Samuel, você poderia vir ficar comigo?
Samuel já havia saído do escritório. Ele rapidamente verificou as notícias internacionais e, de fato, viu a reportagem sobre um tiroteio no bairro onde Bianca estava.
Ele respondeu com uma voz suave: — Está bem, vou para o aeroporto agora mesmo. Não tenha medo.
Bianca sorriu em meio às lágrimas. — Samuel, eu sabia que você era o mais confiável. Sinto tanta inveja da Clara por ter um marido que transmite tanta segurança como você. Então, eu te espero.
Ao ver Samuel sair, Gabriel apressou o passo para acompanhá-lo.
— Reserve o primeiro voo disponível, preciso ir para o País M imediatamente — Samuel ordenou com a voz grave assim que desligou a chamada de vídeo.
Gabriel assentiu, mas perguntou por instinto: — Mas a Sra. Clara ainda está esperando o senhor para o jantar...
Samuel parou por um instante, um traço de conflito e culpa passou por seus olhos. Ele franziu a testa e disse:
— Entregue as flores para ela e diga à minha esposa que tive uma viagem de negócios urgente.
Aquela era a primeira vez que Bianca chorava buscando consolo nele.
Uma pessoa tão forte, confiante e otimista como ela, sozinha em um país estrangeiro...
Como ele poderia ser tão cruel a ponto de não ir confortá-la?
Ele entrou no elevador sem olhar para trás.
Um avião rasgou a escuridão da noite.
Ao mesmo tempo, na Mansão Ouro.
Clara estava no meio da sala vazia, olhando ao redor da casa onde havia morado por dois anos.
Ali, ela havia depositado todo o seu coração. Cada canto tinha vestígios do seu cuidado e dedicação.
Ali, costumava ser o que ela considerava um porto seguro, o seu lar.
O lugar onde ela achou que envelheceria ao lado de Samuel.
No entanto, em um piscar de olhos, tudo havia mudado.
Tornara-se irreconhecível.
Clara caminhou até o canto da sala e tirou um taco de golfe da bolsa que estava ali.
Ela caminhou até a enorme foto de casamento na sala e, sem hesitar, balançou o taco.
Crack!
A foto do casamento foi perfurada, rasgando violentamente a imagem das duas pessoas abraçadas, revelando a parede cinza e sem vida atrás.
Bang!
Bang!
Crash!
O vaso que ela havia escolhido pessoalmente e com tanto carinho se espatifou no chão.
As peças de artesanato que ela mesma trouxe do País Y foram reduzidas a pedaços.
As canecas de casal que ela mesma havia moldado desabaram junto com a mesa de centro, assim como seus talheres favoritos e castiçais...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida Após o Divórcio: Meu Ex-Marido Infiel Enlouqueceu de Ciúmes