Aquele bracelete fora dado a Clara pela Dona Borges no passado. Movida por ciúmes na época, Bianca agiu por impulso e contratou alguns marginais para dar um susto em Clara.
Foi por isso que aconteceu aquele incidente com Clara. Mas, na época, Bianca era apenas uma garota que mal tinha chegado à maioridade.
Ela só queria que assustassem Clara e roubassem uns trocados para dar uma lição.
Bianca também não esperava que as consequências fossem tão graves.
Mas não importava como, aquele bracelete foi o gatilho de tudo.
Se Clara soubesse que ele havia emprestado a joia para Bianca, provavelmente ficaria furiosa de novo.
Clara estava com a mania de se irritar com qualquer coisa ultimamente, e Samuel não queria causar mais problemas ou aborrecê-la.
Portanto, o bracelete deveria ser mantido muito bem escondido.
— Sim, pode ficar tranquilo, eu com certeza não vou deixar a Clara ver.
Bianca concordou prontamente, abaixando o olhar para o bracelete com um pequeno sorriso.
Clara nem sequer havia viajado com eles; como ela iria ver o bracelete?
No entanto, até onde ela sabia, Clara não tinha nenhum amigo homem muito próximo. Quem era exatamente aquele que estava comemorando o aniversário com ela agora pouco?
Por que ela sentia que aquela silhueta era um tanto familiar?
...
Clara havia voltado para casa há pouco tempo quando Tatiana chegou.
— Amiga, vamos, vamos, vamos! Já organizei tudo. Hoje à noite vamos curtir até o amanhecer, e não voltamos sem beber todas!
Clara foi puxada por ela de volta para o quarto, trocou de roupa colocando um vestido curto, sensual e delicado ao mesmo tempo, e foi arrastada para fora de casa.
Ao chegarem no térreo, Tatiana bateu os olhos no reluzente Maserati roxo e estalou a língua.
— Existem milhões de ricaços por aí, por que o destino não poderia adicionar mais uma, no caso, eu?
No segundo seguinte, o carro dos sonhos piscou os faróis para ela.
Tatiana esfregou os olhos. Achando graça, Clara enfiou as chaves do carro na mão dela.
— Vá cultivar um relacionamento sério com o carro dos seus sonhos.
Ao sentar no banco do motorista, Tatiana acariciou o volante e suspirou.
— Amiga, me diz, por que você não deixou o Samuel, aquele canalha, mais cedo? Por acaso carros de luxo não são bons o suficiente ou a divisão de bens do divórcio te deu dinheiro demais?
Clara concordou plenamente.
— Antes eu estava com a mente completamente nublada.
— E agora você acordou de verdade? — Tatiana deu a partida.

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