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Grávida e "Morta": O Arrependimento do CEO romance Capítulo 439

Quando ela disse isso, Tomás se lembrou.

Naquele dia, ela e a mãe dele estavam discutindo e se empurrando na escada. Por fim, a mãe dele rolou pelos degraus, esmagando a cabeça até sangrar copiosamente.

Ele lhe perguntou os motivos e quis saber por que ela fora tão cruel com a própria sogra. A esposa simplesmente dissera que ela merecia.

Cego pela raiva, Tomás havia desferido nela um tapa formidável.

Naquele tempo, a sua doença já havia chegado num estado irreversível, e além de tudo ela ainda carregava os gêmeos em seu ventre.

Ele se lembrava de quando ela havia desabado rumo ao solo. O ventre dela realmente batera no contorno do degrau.

Também o peito batera na estrutura.

— Perdão, Noémia... Perdão...

Noémia estourou de repente em uma gargalhada, que por sinal parecia bem alegre.

Contudo, num exame mais calmo do olhar da mulher, ver-se-ia a escuridão densa em formato de furor e ódio.

— Sabe o que a sua mãe me disse naquele dia antes de eu empurrá-la escada abaixo? Sabe por que eu disse que ela merecia?

— Ela me contou que... sete anos atrás, foi ela quem comprou o doutor, subornando-o para adulterar o ultrassom da gravidez, nos induzindo ao engano de acreditar que a gravidez era fora do útero.

— Ela precisou apenas de um rascunho com caneta para derreter minha filha e fazê-la se tornar uma poça de sangue. Mais do que isso, ainda retiraram uma de minhas trompas.

— E não importa que seja a sua mãe, mesmo se fosse a minha mãe biológica, com ela fazendo essa abominação com minha filha, eu não hesitaria sequer um segundo antes de atacá-la com fúria.

Tomás permaneceu com os lábios cerrados enquanto o vapor d'água represado em seus olhos aglutinava-se no formato de um orvalho cristalino e denso, precipitando rumo ao rosto. Caía inteiramente no dorso exposto de sua ex-mulher.

— Noémia, eu... eu estava errado.

Noémia ainda sorria, e era um sorriso sem muito peso, leve como o sopro brando no ar, parecendo que aqueles traumas e aflições não a pertenciam.

— No momento em que a minha barriga bateu naquele degrau, a agonia rasgou as paredes do peito. E, você sabe, exatamente em quem e o que eu estava pensando ali naquele instante? Eu escarnecia de mim mesma.

— Rindo da ignorância cega, rindo da minha extrema escória que eu achava ser o meu eu. Você nem sequer gostava da criança. E ainda assim eu queria mantê-la só para mandá-la à este mundo com todo seu sofrimento.

— Não continue falando. Noémia, eu imploro, cala a boca, chega.

O homem, em tom choroso e prostrado de joelhos, inclinou o corpo mergulhando por entre a curva no pescoço de sua musa de devoção em súplica extrema e de extrema vergonha e baixeza.

Noémia apagou aos poucos a curva dos lábios com um falso e oculto rancor que só liberou naquele exato instante.

— E qual é o problema de se falar sobre essas coisas? Os inenarráveis atos hediondos que você e seus subordinados despejaram sobre a minha vida naquele passado são muitos.

— Lembra quando fui procurar Carla para que pagasse por todos os infortúnios dela, o maldito chute que atirou do seu pé diretamente ao meu pulmão, por cima do meu peito.

Capítulo 439 1

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