Gravidez inesperada romance Capítulo 39

Como está sendo ultimamente, venho sentindo dor de cabeça sempre, sei que meus dias estão contados, fazer o tratamento só me deixaria pior, e também não teria tempo. Hoje decidi ir ver a Isabelly, sei que ela pode me rejeitar, talvez até devolver o tapa que eu lhe dei, eu não iria reclamar, sei que o que fiz foi errado.

-Para onde vai? Meu esposo pergunta parando na porta do closet.

-Irei resolver algumas coisas, não me espere para o almoço. Saio sem falar mais nada, não quero punir ele por as coisas que já aconteceu, mas sim que ele não sinta tanta a minha falta quando eu partir.

-Francisco está pronto? Pergunto para o motorista.

-Estou sim, senhora Benette. Ele abre aporta para mim, quando estava prestes a entrar me vem uma ideia.

-Eu viu dirigir hoje, tire o dia para você e sua família, nunca se sabe quando a morte vem. Digo e ele me encara sério como sempre.

-Mais senhora...

-É uma ordem, vai ver sua filha, ela se casará daqui poucos dias. Ele apenas acente com a cabeça e eu vou para o lado do motorista.

Sigo até o prédio onde ela mora, não esperaria menos vindo de uma Blanc, o lugar é bem centralizado, um apartamento de luxo.

-Olá bom dia, gostaria de ver a senhorita Blanc. Falo para o porteiro que me olha atento.

-E quem é a senhora, pergunto isso por que ultimamente ela anda recebendo umas visitas que só imburrece ela. Ele fala com uma sobrancelha arqueada.

-Me desculpe, sou a mãe do Henry, ou seja sou avó do bebê. Ele balança a cabeça.

-Pode subir então. O porteiro fala e então me dirijo ao elevador.

Eu estava com medo da sua reação, não fui muito educada com ela a última vez que nós vimos, e isso fazem meses, eu não posso a julgar se sua reação não for das melhores.

Assim que o elevador parou, tomei uma lufada de ar para poder prosseguir até a porta, apertei a campanhia e em poucos minutos a porta foi aberta.

-O que faz aqui. Perguntou sua mãe.

-Bom dia, eu gostaria de falar com a Isabelly. Digo.

-E por que eu deixaria falar com ela depois de tudo que fez? Não é uma pergunta ruim, por que ela que é mãe me deixaria ver sua filha, depois do episódio no hospital?

-Eu gostaria de...

-Deixe-a entrar mãe. Ouço sua voz ao fundo.

-Entre. Ela abre espaço e então entro.

-Oi Isabelly. Falo assim que a vejo.

-Tudo bem senhora Benette? Ela pergunta tranquilamente.

-Sim, estou aqui para me desculpar por aquele dia infeliz, sei que o que fiz não se apagará nunca, mais eu preciso do seu perdão. Falo e ela parece não se importar muito com isso.

-Venha ver seu neto. Isabelly fala se virando de costas.

Sigo ela até o primeiro quarto, ela adentra e eu fico um pouco mais atrás, me sinto incomoda por ela não falar o que preciso, e seu perdão é uma das coisas que preciso para poder descansar em paz.

-Venha, não vou morder a senhora. Me aproximo lentamente.

Ela pega ele e então se aproxima mais de mim, sorrio ao ver seu rosto, ele parece muito com o Henrique, não tem como não dizer que é filho dele.

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