Ela riu e disse para Aimée ir descansar um pouco.
As duas conversavam enquanto caminhavam até as cadeiras ao lado, sentando-se para tomar chá e descansar.
Naquele momento, os funcionários ali perto estavam conversando: — A relação entre o Sr. Valente e o Sr. Fontes não era boa? Por que eles começaram a brigar agora?
— Pois é. Antes eu via os dois vindo jogar juntos, mas agorinha foi assustador. Eu estava perto, e o vidro estilhaçado quase me atingiu. O Sr. Valente me encarou com uma fúria tão grande que parecia pronto para descarregar sua raiva em quem quer que estivesse perto.
— E estando lá perto, você não ouviu o que disseram?
— Não prestei muita atenção, mas parece que foi por causa de mulher.
— Não me admira. O que mais tem é irmão rompendo laços por causa de mulher.
Os funcionários conversavam, e Aimée ouviu algumas palavras.
A Gerente Letícia viu que ela estava ouvindo pensativa e sorriu. — A Sra. Cavalcante já deve estar cansada. Que tal terminarmos por hoje? Mais tarde, quando eu terminar a reunião, levo alguns documentos para você.
Aimée concordou.
— Então vamos. Eu a acompanho. — A Gerente Letícia se levantou.
Aimée se levantou, mas ao longe alguém gritou com surpresa: — Aimée!
Aimée se virou e viu Lana correndo em sua direção e abraçando-a de uma vez.
Aimée recuou dois passos antes de conseguir se equilibrar.
Lana estava muito surpresa: — Você não tinha ido para a Nova Zelândia? Você não disse que não ia voltar?
— Estou tão feliz em poder te ver de novo. — Lana ria, sem conseguir esconder a empolgação, fazendo várias perguntas de uma vez só.
Como, por exemplo, por quanto tempo Aimée ia ficar desta vez.
Não ia mais embora?
Depois, ia querer voltar a trabalhar no hospital?
— Você não faz ideia, todos os pacientes e enfermeiros do setor sentem uma falta enorme de você, todo dia comentam sobre sua partida.
— Ah, o meu primo também sentiu a sua falta.
Lana sorriu.
Aimée ficou sem graça.

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