Ela então olhou para Jonas. — Desculpe, tenho coisas a fazer. Já vou.
Ela e Thiago foram pegar o teleférico, se separaram acidentalmente e pegaram bondes diferentes.
Mas depois de descer a montanha, alguém disse que um teleférico sofreu um acidente, que alguém foi arremessado e levado ao hospital.
Aimée ficou apavorada e correu apressada por todo o caminho.
Tanto que, agora ao falar, ela estava um pouco ofegante.
Ela não se importou que Jonas ainda tinha algo a dizer, virou-se e correu em direção a Thiago.
Jonas a observou correr até Thiago, perguntando ansiosamente isso e aquilo, verificando se ele tinha outros ferimentos.
Ela tinha o rosto cheio de preocupação.
Mas tudo isso, claramente, pertencia a ele antes.
No entanto, mesmo ao vê-lo vestindo uniforme de paciente e saber que estava internado, ela não o olhou uma segunda vez, e nem sequer se deu ao trabalho de fazer uma pergunta.
Jonas se lembrou das broncas dela de antigamente.
Lembrou-se dela o rondando, pedindo para ele levar a própria vida a sério.
Na verdade, Jonas gostava muito de ouvir os sermões dela. Por isso ele não a ouvia e não obedecia. Toda vez que a irritava e a via fingir estar brava, repreendendo-o com o rosto cheio de resignação, ele não resistia em abraçá-la e dar tapinhas em suas costas. — Certo, certo, na próxima eu mudo.
Mas ele não tinha uma próxima vez.
Ela nunca mais daria sermões nele.
Nunca mais se preocuparia com ele.
Ao perceber isso, uma dor imensa apertou o peito de Jonas, um sofrimento que parecia dilacerar seu coração sem parar.
Ele pensou que sua doença talvez ainda não estivesse curada.
Caso contrário, por que doeria tanto?
Jonas nunca ficou incapaz de viver por ter perdido alguém.
Desta vez, isso também passaria.
...
— Não vai lá dar um oi e perguntar como ele está? — perguntou Thiago, olhando para Aimée.
Aimée o ajudou a caminhar, olhando para a frente. — Não há nada a dizer.
— Que coração duro você tem, hein?
Aimée virou a cabeça e viu o Assistente Breno caminhando sozinho.
Breno primeiro estendeu a chave de um carro.
— Este é o presente de aniversário que o Sr. Valente deu à senhora. Ainda está estacionado no gramado do hotel. Se a senhora voltar...
— Eu não vou voltar. — Aimée sorriu, sem pegar a chave do carro. — Agradeça a ele por mim, mas realmente não precisa.
Breno suspirou. Embora já tivesse adivinhado esse resultado.
Mas ao pensar no esforço que o Sr. Valente fez para comprar aquele carro, ainda sentiu que era uma pena.
Na verdade, aquele carro era difícil de comprar. Os procedimentos intermediários eram complexos e não podiam ser resolvidos apenas com dinheiro.
Mas agora, estava estacionado no gramado do hotel, sem ninguém para reivindicá-lo.
O carro ficava lá exposto ao sol e ao vento, um símbolo claro de todo esse amor que deu errado.
Breno então tirou um cartão. — Então, por favor, aceite este cartão.
— Também não precisa.
— O Sr. Valente disse que esta é a taxa de separação e compensação. Se a Srta. Aimée não aceitar, significa que não quer terminar...

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