O estado de Jonas não era otimista. Mesmo após o rigoroso jejum de água e comida, ele não apresentava melhoras.
Henrique chegou ao hospital às oito da noite. Foi informado de que Jonas talvez precisasse ser transferido para a UTI e que, nas condições atuais, a transferência de volta ao país não era possível.
Henrique assinou os papéis e ficou ao lado da cama.
De madrugada, Jonas acordou.
Ao ver o irmão mais velho sentado no sofá ao lado da cama, observando-o pensativo, ele tentou se levantar.
— Não se mexa, você precisa ficar de repouso.
Henrique se aproximou e o segurou.
— Só você veio? — Jonas, na verdade, não estava surpreso.
Para os de fora, ele era o queridinho da Família Valente.
Mas, na realidade, o pai não ligava, a mãe não o amava e o avô só se importava com lucros…
Ele precisava se esforçar para se fortalecer se quisesse ser notado.
Desde pequeno, quem melhor o tratava era seu irmão mais velho.
Por isso mesmo, Jonas nunca se esquivava quando Henrique precisava. Ele ajudava como podia e, se não pudesse, dava um jeito de ajudar.
Ele via o irmão mais velho como o parente mais próximo.
Mas será que o irmão o tratava da mesma forma?
Lembrando-se das acusações de Aimée e do bebê da cunhada…
Jonas apertou os lábios ressecados e perguntou diretamente: — Henrique, a Isabel realmente te disse que foi a Aimée quem contou sobre a Melanie? Que ela a provocou com as palavras?
Henrique ficou perplexo e, após alguns segundos de reflexão, recuperou a calma e sorriu. — Sim, foi isso que a Isabel disse, o que foi?
— Você não está mentindo para mim?
— Por que eu mentiria para você? Além disso, quem mentiria sobre algo assim? — Henrique tinha uma expressão incrédula, como se nunca fosse capaz de fazer algo tão absurdo.
Ele olhou para o rosto abatido de Jonas. — Aquela mulher te disse alguma coisa?

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