Mauro havia feito tudo com perfeição na época, sem deixar qualquer prova.
Aimée sabia que seria muito difícil recuperar as coisas sozinha, e foi por isso que montou aquela armadilha para ele.
Já que eram coisas que não podiam ser recuperadas, ela preferia destruí-las a deixá-las de graça.
Mas agora, ela achava que aquilo não era suficiente!
Ela faria Mauro pagar dez vezes mais por cada atitude que ele cometeu.
Aimée assentiu. — Tudo bem, se eu precisar, eu falo. Não vou hesitar em pedir.
Davi abriu um sorriso, e um brilho iluminou seus olhos límpidos.
Os dois deram boa noite, e Aimée caminhou para o condomínio.
Davi observou as costas dela até ela sumir na escadaria. Quando voltou a si, percebeu que Lana havia descido sem que ele notasse e estava ao lado dele com um sorriso nos lábios.
— Por que você está olhando para mim assim?
— Estou vendo você queimar a língua.
Davi: …
— Lembre-se do que você falou antes? Não quero que me arrumem encontros com ninguém. Não curto mulheres muito distantes, muito menos profissionais da área médica. Eu odeio o cheiro de desinfetante.
Lana riu. — Tsc tsc, você já não odeia mais, não é? Ela já entrou lá, mas você ainda ficou babando.
Davi não teve escolha.
Na verdade, o discurso dele havia sido um tanto exagerado.
Ele só queria rejeitar o encontro arranjado pela família.
Estava muito ocupado com a carreira e não tinha tempo para lidar com mulheres.
Por isso, falou de propósito um monte de coisas sobre não gostar de médicas.
Mas agora, o rosto dele realmente ardia com a vergonha.
Davi empurrou a cabeça dela. — Você não tem respeito nenhum.
— Hmph, você é mais velho do que eu, mas no fim das contas o seu casamento não vai depender de mim?
Davi sorriu e deixou o assunto de lado. Ele abriu a mão. — Me dá isso aí.
— O quê?
Aimée riu. — Mãe, ele é só o irmão de uma amiga.
— Ele gosta de você, não é?
— Sua filha não é dinheiro para todo mundo gostar.
— Todo mundo gosta de você, sim. — Helena fez uma afirmação categórica.
A filha era a melhor pessoa do mundo aos olhos dela.
Quem não soubesse dar valor a ela era um idiota.
Aimée sorriu e serviu um copo d'água, enquanto Helena se aproximava mais uma vez. — Eu achei aquele rapaz muito bom. Se ele te trata bem, por que você não sai mais com ele?
Ela sabia que a filha havia passado por um relacionamento complicado.
Aquele cara era um jovem rico e poderoso, e os ambientes que homens como ele frequentavam eram complicados e inseguros.
Ela não exigia que a filha se casasse com alguém muito rico. Só queria alguém que fosse bom e que pudesse acompanhá-la a vida inteira.
Aimée sabia da intenção da mãe, sorriu e assentiu. — Tudo bem, eu vou tentar me aproximar mais.

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