Vico Monteiro sorriu, olhou para dentro do camarote e percebeu que Thiago Cavalcante o observava.
— Ué, de onde surgiu mais esse?
Thiago balançou a cabeça.
Vico estava confuso, e Aimée ficou sem palavras. Era a primeira vez que ela via que a tolerância dele para o álcool era tão baixa.
De repente, Vico estremeceu e abraçou os próprios braços. — Por que está tão frio?
— Se está frio, peça para o Jonas te levar de volta — disse Aimée.
Vico olhou para Jonas. — Jonas...
Jonas ergueu o canto dos lábios e o abraçou pelos ombros. — Você não está com frio.
Vico: ...
— Atchim, eu realmente estou com um pouco de frio.
— Hã? O que você disse? Quer ficar mais um pouco?
Jonas aumentou o tom de voz, abafando as palavras de Vico, e o empurrou diretamente para sentar no sofá. — Este é o melhor lugar, fique sentado aí.
A saída do ar-condicionado soprava direto em Vico, fazendo-o espirrar várias vezes seguidas.
Como Jonas se recusou a levar Vico de volta, Aimée e Thiago não insistiram.
No entanto, os dois estavam sentados do outro lado, bem próximos um do outro.
Durante esse tempo, Thiago se inclinava perto do ouvido de Aimée para dizer algo, e ela respondia.
Os dois só sussurravam um para o outro, como se estivessem dividindo segredos que só eles podiam saber, ignorando completamente a presença de Jonas e Vico ali.
Além disso, quando ele pegava o celular, Aimée se aproximava para ver.
Os dois trocaram sorrisos.
Ela sorria alegremente, com os olhos cheios de diversão.
E ela também parecia muito relaxada, de uma forma tão à vontade que Jonas nunca tinha visto.
Jonas sentiu um gosto amargo e um incômodo no peito, precisando urgentemente de um gole de bebida para aliviar aquilo.

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