Ao sair da delegacia, Aimée acompanhou Thiago e Jonas também tentou ajudar. — Tio Thiago, devagar!
A boca de Thiago tremeu. Ele se esquivou, furioso. — Não encoste em mim!
A atitude de Jonas estava ótima. — Antes foi tudo um mal-entendido, e eu ofendi você. Não se preocupe, de agora em diante você também é o meu tio, e eu...
— Para com isso!
Thiago levantou a mão para interromper. — Eu não tenho o privilégio de ser o seu tio, e você não precisa pensar na minha Aimée. Se antes não havia como, agora não tem a menor chance!
Thiago falou aquilo e puxou Aimée pela mão. — Vamos, não deixe ele te ver de novo.
Jonas: ...
— Tio Thiago!
Ele ainda queria segui-los, mas foi segurado por Vico.
Vico perguntou, sem palavras: — Você tem um tio novo e esqueceu do seu irmão?
— Claro que não.
— Jonas, olha o que vocês fizeram. Eu sou o mais machucado de todos.
Vico sentiu que o nariz doía muito, imaginando se não estaria quebrado.
Então ele ficaria desfigurado?
Ele agarrou Jonas e não o deixou ir. — Não! Você tem que se responsabilizar. Vá comigo ao médico. Se meu nariz ficar quebrado, nunca mais vou arrumar uma namorada, e você nunca mais vai ter chance com a Aimée.
A boca de Jonas repuxou. — O seu machucado não é tão sério.
Enquanto os dois conversavam, Daisy apareceu correndo.
Ela se aproximou trotando e, ao ficar na frente dos dois, pediu desculpas. — Sr. Valente, Vico, sinto muito. O garçom é novo, ele não conhece vocês. Ele viu a briga através da porta e chamou a polícia.
— Eu já dei uma bronca nele e esclareci as coisas com a polícia. Sinto muitíssimo.

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