Aimée rapidamente recuperou a compostura.
E se ele tivesse ouvido?
Se tivesse ouvido, talvez se afastasse mais rápido, o que também seria bom.
Quando ela se aproximou para passar ao lado dele, Jonas deu um passo e bloqueou seu caminho.
Aimée olhou para ele, confusa, achando que ele ia insistir naquilo.
Mas o ouviu dizer: — O camarote da Priscila Hoffman não foi autorizado por mim através da Daisy.
— Eu não sabia de nada disso. E não vim até aqui para buscar o Vico, mas sim para te explicar tudo pessoalmente.
Aimée ficou surpresa.
Ela não esperava que ele a parasse para falar sobre aquilo.
— Ah, você não precisava ter vindo até aqui. Além disso...
— Precisava sim! — Ele a interrompeu, com um olhar ardente e cheio de afeto. — Eu queria explicar tudo pessoalmente para não deixar você me entender mal.
Aimée o encarou, sentindo emoções desconhecidas surgirem em seu coração.
— E também, Priscila e eu cancelamos o noivado, eu já tornei isso público na internet. Antes eu não tinha divulgado por causa da família Valente, mas, como já saí da empresa, imagino que o impacto sobre eles não será tão grande.
Originalmente, a declaração pública seria feita mais tarde.
Ele havia prometido a Mônica Lívia Hoffman que daria um tempo para as duas empresas amenizarem as coisas.
Mas por que ele daria tempo a eles e permitiria que a pessoa de quem gostava fosse mal compreendida em todos os lugares?
Aimée percebeu a seriedade nos olhos dele. — Você realmente saiu da empresa?
— Sim, eu já queria descansar, então acabou sendo bom. — Ele falou de maneira descontraída, mas Aimée sentiu um desconforto no peito.
Ela o tinha visto virar noites por uma semana para negociar um projeto.
Ele não era do tipo que esperava os frutos caírem no colo; ele realmente tinha chegado até ali criando raízes com sua própria capacidade.

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