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Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário romance Capítulo 240

Isabela estava absolutamente apaixonada por sua nova aliança. Durante todo o fim de semana, ela só a tirava do dedo para as tarefas domésticas e para lavar a louça. No seu primeiro dia de volta à KI Technology, ela levou o pequeno Killian consigo.

Assim que entraram, Betane soltou um grito de alegria e correu para abraçar o menino, recusando-se a soltá-lo.

— Chame-a logo de "tia linda "! — brincou Isabela.

Diante de tamanha empolgação, Killian sentiu-se um pouco acuado e, com sua vozinha doce e obediente, respondeu:

— Oi, tia linda.

Betane sentiu como se tivesse levado uma facada no peito. Envelheceu dez anos em um segundo. Recém-formada, ela sentia que merecia o título de "irmã mais velha", mas Isabela apenas sorriu com solidariedade. Killian tinha sua própria lógica: os amigos da mãe eram, invariavelmente, tios e tias.

— Se você quiser, eu posso te chamar de "irmã" no lugar dele — provocou Isabela.

Betane arregalou os olhos, incrédula com a ousadia da chefe, até notar o brilho roxo no dedo anelar esquerdo dela. Ah, entendi... o "amante" em casa deixou a patroa de ótimo humor.

— Nem pensar! — rebateu Betane. — Prefiro ser tia a confundir as gerações.

Isabela acomodou Killian em uma sala de chá com um tablet, deixando um aviso carinhoso:

— Querido, a mamãe vai trabalhar. Descanse os olhos a cada dez minutos para não ficar míope.

Ela e Maison tinham uma visão excelente, mas, como cautela nunca é demais, ela preferia não arriscar a genética do filho.

O dia de Isabela foi produtivo. O processo seletivo avançara e ela precisava escolher dois novos talentos para o departamento técnico entre quatro finalistas. Após uma manhã intensa de entrevistas e um almoço rápido, chegou a vez da última candidata: Laisa

Diferente da impressão que teve pela foto online, Isabela sentiu uma estranha repulsa física assim que a mulher se sentou à sua frente. Era um desconforto inexplicável, uma vibração pesada que emanava da candidata, mesmo que ela não tivesse dito uma palavra.

Laisa usava uma máscara, destacando seus olhos profundos e pálpebras duplas marcantes. Com sua visão aguçada, Isabela notou uma leve cicatriz na pálpebra dela.

— Você ainda está com alergia? — perguntou Isabela, genuinamente preocupada.

A candidata apenas murmurou um "Hum" seco.

Isabela tirou uma pomada reparadora da gaveta — a mesma que usara em si mesma e que era milagrosa para irritações.

— Esta aqui é muito boa. Leve para casa e experimente.

— Obrigada — respondeu Laisa, com uma voz rouca, possivelmente afetada pelo inchaço da garganta.

Apesar da estranheza, Isabela seguiu com o protocolo:

— Por que escolher a KI?

— A KI Technology lidera o setor de IA no país. Não há motivos para não escolher o topo — respondeu a candidata, olhando fixamente para a mesa.

A resposta soou protocolar, quase insincera, mas Isabela não julgou; ela mesma já tinha feito elogios exagerados no passado para conseguir sua vaga na P&D.

— Você estava indo bem nos EUA. Por que voltou para a Cábralia?

Isabela tentou outro ângulo:

— Faz tempo que eu não vou ao seu jardim. Ouvi dizer que a biblioteca nova está linda. Você não quer ir lá com a mamãe?

Killian a olhou diretamente:

— A mamãe quer que eu volte para o jardim?

Pego no flagra, Isabela admitiu:

— Sim, querido. Falta menos de um ano para a formatura. Logo cada um vai para um lado e você não verá mais seus amiguinhos.

Pensando na amiguinha Dandara, o pequeno cedeu:

— Já que você quer, eu vou.

Isabela se emocionou e o encheu de beijos.

— Eu te amo!

— Só um detalhe — acrescentou Killian , calmamente. — A biblioteca nova foi um investimento do Maison.

Isabela ficou paralisada por um momento. Quantas coisas mais aquele homem andou fazendo pelas minhas costas sem eu saber?

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