— Hora do almoço, pessoal! — ela grita, e os trigêmeos imediatamente disparam para dentro de casa, deixando para trás rastros de grama e risadas.
Bella, agora com um sorriso genuíno no rosto, caminha mais devagar, ficando ao meu lado. — Eles realmente me imitam por me amar, pai?
Passo o braço em volta dos ombros dela.
— É isso mesmo. E você é uma irmã incrível por entender isso. Então, mesmo com a chatice de adolescente, entenda-os.
Ela não responde, mas o brilho nos olhos dela me diz tudo o que preciso saber. Às vezes, as palavras não são necessárias.
Entramos em casa, onde o cheiro de comida caseira preenche o ar. Stella está ocupada na cozinha, mexendo em uma panela enquanto os trigêmeos correm ao redor dela, tentando pegar pedacinhos de comida antes de estarem prontos. Sorrio para aquela cena. Stella se tornou o centro de tudo. Seu amor, sua paciência, sua capacidade de nos fazer sentir completos...
Caminho até ela, a envolvo por trás, e beijo sua nuca.
— Você é incrível, sabia?
Ela ri, inclinando a cabeça para trás e encostando-se em mim.
— O que seria de você sem mim? — Rio também.
— Provavelmente perdido em algum lugar.
Ela se vira para me encarar, e nos olhamos por um momento, um daqueles momentos onde o tempo parece parar. O som das crianças correndo, as risadas e o farfalhar das folhas lá fora... Tudo isso parece distante, enquanto apenas Stella e eu existimos naquele segundo.
— E eu sou muito sortudo por ter você, — sussurro, sentindo o peso de todas as emoções que esses anos me trouxeram.
Ela me dá um pequeno beijo nos lábios antes de voltar para a panela.
— Agora vai sentar. O almoço está quase pronto.
Eu obedeço, como sempre faço quando ela está no comando. Estou a caminho da mesa quando ela me chama, olho em sua direção e ela diz:
— Eu te amo, e também sou sortuda por ter vocês em minha vida. — Ela me dá uma piscada e um sorriso de encher o coração de amor.

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