Eduardo
Um tempo depois…
O casamento de Paloma e Michael chegou, e lá estava eu, observando aquele momento tão esperado, mas sem deixar de provocar meu amigo. Eu me recostei na cadeira durante a cerimônia, trocando olhares com Stella, que sorria com cumplicidade.
— Se comporte. — Ela diz com o sorriso mais lindo do mundo.
Juro que tentei, mas quando estava no altar, ao lado do meu amigo, o irmão que a vida me deu, não resisti.
— Quem diria, hein, Michael? Finalmente te laçaram de vez, — cochichei para ele enquanto Paloma caminhava em direção ao altar. Ele tentou conter o riso, mas o brilho nos olhos não escondia a felicidade que ele sentia.
A cerimônia foi simples, íntima, com apenas as pessoas mais próximas, mas de uma beleza que transcendeu o cenário. O lugar estava decorado de maneira delicada, sem excessos, como Paloma sempre gostou, com flores brancas e detalhes rústicos que criavam um ambiente acolhedor.
Paloma, em seu vestido de noiva, parecia mais radiante do que nunca. Enquanto ela e Michael trocavam votos, havia uma calma no ar, uma serenidade que refletia o amor maduro e seguro deles. Michael, claro, estava nervoso. Eu podia ver o leve tremor em suas mãos enquanto ele colocava a aliança no dedo de Paloma. Sorri, lembrando de como ele sempre dizia que nunca se imaginaria casando, e ali estava ele, comprometido de corpo e alma.
— Eu não vou deixar você esquecer que ela te venceu, cara, — murmurei mais uma vez quando o padre pediu que os dois trocassem o beijo. Michael, sempre brincalhão, me lançou um olhar que dizia tudo, enquanto ria entre o nervosismo e a alegria.
Após a cerimônia, a pequena festa se seguiu, com risadas e conversas descontraídas. Stella, sempre sensível a essas ocasiões, estava emocionada com cada detalhe. Ela me puxou para perto de Emma e Léo, que agora tinham sua pequena Zhoe, a mais nova integrante da nossa família. Zhoe, com suas bochechas rosadas e os olhos brilhantes como os de Léo, e cabelos loiros como da tia, roubava toda a atenção ao sorrir para cada um de nós, completamente alheia ao significado daquele dia.
Emma, com o bebê no colo, olhou para Paloma e Michael e disse algo que me fez rir:
— Agora é a vez de vocês começarem uma família. Quero ver como vão se sair com noites em claro.
Michael respondeu com sua usual sagacidade:
— Eu só quero um cachorro primeiro, Emma. Vamos com calma!
A noite seguiu entre danças, risadas e muitas provocações, como é de costume entre amigos, uma atmosfera de celebração, tudo estava perfeito, até que notei uma figura conhecida se aproximando de Stella. Era Lily, com aquele olhar que sempre me incomodava, de superioridade forçada. Ela não disfarçava o incômodo ao ver Stella feliz, cercada de amigos e família. Eu, à distância, observava enquanto ela se aproximava da minha esposa, já antevendo o que seguiria. Meu corpo imediatamente ficou tenso, mas preferi esperar., para intervir. Me aproximei pelos cantos para que ela não percebesse minha presença.
— Então, Stella… — ela começou, com aquele tom envenenado que conheci bem no passado, — como eu havia previsto, você não se garantiu com um bebê e sim com três… — ela ficou em silêncio, com Stella se segurando para não responder, em respeito aos noivos, mas Lily era insistente e continuou. — parece que o casamento faz milagres, não é? Nunca imaginei que alguém como você conseguiria segurar um homem como Eduardo por tanto tempo. Porque você sabe que criança não segura homem.

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