Stella
A festa está a todo vapor. As luzes piscam no ritmo da música, e a pista de dança está cheia de jovens aproveitando cada segundo. Entre eles, Bella se destaca, girando e rindo com seus amigos. Meu olhar a segue, e não consigo deixar de sorrir. Ela está tão feliz, tão radiante. Mas é quando vejo aquele menino loiro, de olhos verdes, que tudo fica mais interessante.
Ele se aproxima de Bella, e eles começam a dançar juntos. O riso de Bella ecoa pelo salão, leve e despreocupado, enquanto eles se divertem como se fossem os únicos ali. Meu coração se aquece ao ver o quanto ela está aproveitando, mas, ao mesmo tempo, sinto a tensão no ar.
Olho para o canto do salão e lá estão eles: Eduardo, Leonardo, Michael, Benicio e Bento. Todos de braços cruzados, carrancudos e visivelmente incomodados. Eduardo balança a cabeça, impaciente, enquanto Leonardo, mais contido, apenas observa com uma expressão de desaprovação. Michael, por outro lado, já fez questão de murmurar para quem quisesse ouvir que:
— Aquele garoto já estava passando dos limites.
Eles já ameaçaram ir até lá pelo menos umas três vezes. Cada vez que um deles se levanta, eu ou uma das esposas nos levantamos também, bloqueando o caminho com olhares de advertência.
— Nem pense nisso! — sussurro para Eduardo, enquanto seguro seu braço com firmeza. — Ela está se divertindo. Deixe-a aproveitar o momento.
— Aproveitar? Aquele garoto está colado nela! — Eduardo rebate, mas sem se soltar de mim.
— Ele é só um amigo — digo, tentando conter o riso. É difícil levá-los a sério com essa postura superprotetora e ciumenta.
Poliana também não contém as risadas ao segurar Michael pela camisa, impedindo-o de se aproximar.
— Deixa eles, amor. Lembra como era quando a gente tinha quinze anos? — Poliana brinca, provocando.
Michael revira os olhos, ainda de cara fechada, mas se senta de volta com um suspiro.
— É isso que me preocupa, onde está Ashley? — Ele pergunta procurando pela filha de dois anos.
— Brincando com a Zhoe. — Paloma diz, tentando conter o riso.
Os gêmeos estão igualmente inquietos, e Leonardo só faz balançar a cabeça com aquele ar de irmão mais velho preocupado.
— Vocês vão ter que se acostumar — digo, sorrindo, enquanto volto a olhar para Bella. Ela está crescendo, e, embora seja difícil para eles aceitarem, faz parte do processo. Mas é claro, vê-los assim, tão protetores, apenas me faz amar ainda mais esse lado deles.
E assim, a festa continua. Bella dança despreocupada, enquanto eu e as outras esposas nos mantemos vigilantes, impedindo que os “guardas” masculinos tomem qualquer atitude drástica.
…


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