Entrar Via

Laços Implacáveis romance Capítulo 140

Em meio ao pânico, Celia retirou cuidadosamente as ataduras do ferimento de Hugo e levantou a gaze. A lesão, que antes estava cicatrizando, agora era uma bagunça sangrenta.

Com as mãos trêmulas, ela pegou uma bola de algodão com uma pinça e começou a estancar o sangue. O rosto de Hugo estava tranquilo, mas seus olhos estavam fixos nela.

O pavor era visível no semblante de Celia. Ela não precisava perguntar se estava doendo — era óbvio. O soco havia rompido a crosta recém-formada, e a recuperação levaria muito mais tempo agora.

— Por que você não explicou o que estava tentando fazer quando me puxou pra dentro? — perguntou ela, tentando transferir a culpa.

Ela só queria tomar um pouco de ar na varanda, mas ele a arrastou para dentro sem aviso. Era compreensível que ela tivesse entendido mal.

Hugo se sentiu injustiçado. “Tentei salvá-la e acabei levando um soco na ferida. E ainda sou o culpado? Eu realmente me meto em cada uma...”

— Você gosta mesmo do Sean, não é? — murmurou ele com um resmungo amargo.

Celia revirou os olhos. “Ele acha mesmo que eu pularia por causa disso? Esse homem não entende nada sobre sentimentos humanos!”

— O sangramento parou. Vou enfaixar agora — disse ela, pegando uma gaze e iniciando o curativo. Como precisava envolver as costas dele, aproximou-se e passou os braços em torno de sua cintura.

De repente, Hugo inclinou-se levemente, e os narizes quase se tocaram. Celia prendeu a respiração, acelerando o nó no curativo.

— Vá se deitar — ordenou ela, desviando o olhar.

— Me ajude a chegar até lá — respondeu ele, em tom provocador.

— Vá sozinho.

Enquanto ela guardava o kit de primeiros socorros, Hugo, com uma mão sobre o ferimento, foi se arrastando de volta ao quarto.

Na manhã seguinte, a primeira coisa que passou pela mente de Celia foi saber se ele ainda estava bem. “Será que sangrou demais ontem? E se ele… não, melhor verificar.”

Abriu a porta do quarto dele silenciosamente. A luz suave da manhã iluminava o rosto adormecido de Hugo. Mesmo dormindo, sua aparência era imponente. O corte de cabelo deixava seus traços ainda mais marcantes.

De repente, ele abriu os olhos, como se já soubesse que ela estava ali.

— Tô com fome — disse, a voz rouca.

Celia se assustou por um momento. Mas, sentindo-se culpada pelo que aconteceu, respondeu:

— Tudo bem. Vou buscar algo pra você.

Ela desceu e comprou o café da manhã em um restaurante próximo. Quando voltou, Hugo já estava de roupão cinza na sala, relaxando. O cinto frouxo mal prendia a peça ao corpo.

— Contratei uma governanta. A partir de hoje, ela cuida das refeições. Preciso ir pro trabalho — informou Celia enquanto comia algo rápido.

— Isso não será necessário — retrucou ele.

— Mas eu já a contratei.

— Eu vou demitir. Não gosto de gente me incomodando.

— Você não vai. Não vou mais cozinhar nem limpar pra você — disse ela, firme.

Hugo suspirou, contrariado.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Laços Implacáveis