Leah ajudava Alan a caminhar até o elevador. Apesar de bêbado, ele mantinha certa compostura, como se soubesse que a noite estava a seu favor.
Dentro do elevador, Leah sentiu um calor incomum percorrer seu corpo, mas pensou que fosse culpa do ar-condicionado fraco.
Assim que as portas se abriram, ela conduziu Alan até o quarto. No instante em que destrancou a porta, ele a agarrou pelo braço com força surpreendente. Antes que pudesse reagir, Leah foi puxada para dentro do quarto.
— O senhor deveria descansar agora. Eu já vou indo — disse ela, tentando manter a calma e alcançar a maçaneta.
Alan a impediu, revelando suas verdadeiras intenções:
— Eugene não te explicou o que você tem que fazer hoje? Se quiser o papel, vai ter que me agradar primeiro!
— Desculpe, senhor Wesker. Eu quero muito esse papel, mas não ao custo da minha dignidade. Estou fora — respondeu Leah, firme.
A expressão de Alan escureceu.
— Isso não é escolha sua. Comporte-se, Leah. Vai ser recompensada.
Ele avançou sobre ela. Ágil e acostumada ao palco, Leah conseguiu se esquivar. Mas Alan não desistiu e tentou alcançá-la novamente. Ela continuava a evitá-lo, procurando uma chance de escapar.
Assim que viu uma brecha, correu até a porta e a abriu. Dois seguranças a aguardavam, posicionados ali por Eugene para garantir que ela não fugisse.
Ambos tentaram empurrá-la de volta. Em desespero, Leah mordeu o braço de um deles, que gritou e a soltou. Com isso, ela se desvencilhou do segundo e saiu correndo.
— Tragam ela de volta! — gritou Alan, furioso.
Leah apertava o botão do elevador com desespero. Quando as portas se fecharam a tempo, sentiu um alívio imenso.
Mas seu corpo começava a reagir de forma estranha. O calor em seu corpo era mais do que nervosismo — havia algo errado.
Quando o elevador chegou ao térreo, Leah correu para fora, ignorando a recepcionista. Estava tão focada em escapar que não viu o carro vindo.
Um Bugatti cinza freou bruscamente, mas ainda assim a empurrou para trás com força. Todos que viram a cena ficaram em choque.
O motorista desceu apressado. Leah, deitada no chão, levantou o rosto:
— Quem foi que me atropelou?!
A voz dela surpreendeu a todos. Apesar da batida, parecia estar consciente.

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