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Laços Implacáveis romance Capítulo 48

Celia se viu presa em um turbilhão de emoções, sufocada pela presença dominante de Hugo. Seu beijo era possessivo, intenso, carregado de uma punição silenciosa. Ela tentava se desvencilhar, mas não conseguia escapar.

Era como se ele quisesse apagar qualquer vestígio de outro homem em seus lábios, como se quisesse reafirmar um domínio que ela já não lhe concedia mais.

“Mm!” Celia se debateu, lutando contra ele com todas as forças.

Foi só quando lágrimas de humilhação escorreram por seu rosto que Hugo finalmente a soltou.

Seus olhos frios encontraram os dela. O ressentimento estampado no olhar de Celia fez algo dentro dele estremecer. Foi então que percebeu o que havia feito.

Mas... não se arrependeu.

Seu desejo de puni-la era tão irracional, tão visceral, que nem sua racionalidade conseguiu detê-lo. E, para piorar, aquele beijo despertou nele um desejo ainda mais profundo, um impulso que se alastrava por seu corpo como fogo.

Maldição!

Enquanto Hugo tentava processar seus próprios pensamentos, Celia aproveitou a brecha para empurrá-lo e fugir.

No corredor, Yana, escondida atrás de uma coluna, viu tudo.

Seus olhos ardiam de raiva.

Por quê?

Por que Celia Stuart conseguia ter Hugo Spencer, enquanto ela – que sempre sonhou em conquistá-lo – não passava de uma sombra insignificante?

Celia entrou no banheiro e esfregou os lábios com água, tentando apagar qualquer traço dele. Seu coração ainda pulsava acelerado, mas não era desejo – era ódio.

Quando ergueu o rosto para o espelho, viu a si mesma de uma forma diferente. Seus olhos estavam mais brilhantes, suas bochechas coradas. A raiva, de alguma forma, a tornava ainda mais bonita.

Então, de repente, percebeu algo.

Hugo estava agindo como um homem ciumento.

Seria perfeito se esse fosse o caso. Se ele realmente estivesse com ciúmes, então Celia faria questão de intensificar sua provocação.

Ela faria ele provar do próprio veneno.

Assim como um dia ele dissera a ela:

"Qualquer mulher no mundo pode ter meu filho, exceto você."

Agora, ela revidaria:

"Qualquer homem pode ter meu amor, exceto você."

Celia arrumou o cabelo e saiu do banheiro com um sorriso no rosto.

Dessa vez, ela estava ainda mais radiante.

Quando retornou ao salão do evento, avistou Hugo entre um grupo de empresários. Ele a encarava de longe, seu olhar era indecifrável.

Ela sabia que ele estava olhando.

E, naquele instante, decidiu dar o troco.

Foi até Bryce, que a procurava ansioso.

"Celia, onde você estava? Eu estava preocupado."

Sem hesitar, ela se aproximou dele, colocou a mão em seu ombro e encostou o rosto em seu peito.

"Só me deixe descansar um pouco..." murmurou com uma voz manhosa.

Bryce arregalou os olhos, surpreso. Aquela Celia não era a mesma de sempre.

Ela estava diferente. Havia uma sensualidade natural em seus movimentos, algo que fez seu coração acelerar.

E Hugo, que observava tudo de longe, se enfureceu.

O que ela estava tentando fazer?

O olhar dela se encontrou com o dele. Celia sabia que ele estava observando.

Então, para tornar tudo ainda mais provocador, ela envolveu o braço ao redor da cintura de Bryce, puxando-o para mais perto.

Os olhos de Hugo se tornaram sombrios.

Ela sabia que ele estava com ciúmes.

E saber disso era como saborear uma doce vingança.

Enquanto Celia se deliciava com a provocação, outra pessoa assistia à cena com puro ódio: Melissa.

A rival de Celia apertou os punhos, contendo a raiva.

Aquela mulher...

Ela não aceitaria perder Bryce para alguém como Celia.

E faria o que fosse necessário para eliminá-la de seu caminho.

"Vamos sair daqui?" Bryce sugeriu, sentindo a tensão no ambiente.

Celia assentiu. "Sim, vamos."

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