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Laços Implacáveis romance Capítulo 66

Hugo virou a pedra preciosa e notou um arranhão na parte de trás. Seu olhar se tornou sombrio, e uma ruga profunda se formou em sua testa.

A dona da loja, percebendo sua atenção no detalhe, explicou casualmente: "Havia algo gravado nele. Mas, quando o comprei, achei melhor remover a gravação. Afinal, não posso vender um item com o nome de outra pessoa nele, certo?"

O peito de Hugo se ergueu em um suspiro contido, e seus olhos brilharam com uma fúria silenciosa. Ele ergueu o olhar para a dona da loja e perguntou friamente:

"Onde você conseguiu isso?"

A mulher hesitou por um momento, surpresa com a intensidade dele. Ele conhece esse colar?

"Comprei de um pescador à beira-mar. Ele disse que encontrou o colar preso nas redes enquanto pescava."

A informação atingiu Hugo como um soco no estômago. Ele parou de respirar por um instante, seu corpo tremendo levemente. Seus punhos se cerraram, como se ele estivesse tentando conter a avalanche de emoções que ameaçavam transbordar.

Pescado do mar... Então, minha última esperança realmente se foi.

Sua mãe se fora. Ele sempre suspeitara disso, mas agora, tinha uma confirmação. Esse colar era a última lembrança dela, e agora estava ali, diante dele, um símbolo mudo de sua tragédia.

E tudo por culpa da mãe de Celia.

Ela havia destruído o casamento de seus pais. Foi a razão pela qual seu pai morreu. E, no fim, sua mãe, esmagada pelo desespero, escolheu desaparecer no mar.

Hugo ergueu os olhos novamente, sua voz fria como gelo. "Em qual oceano ele encontrou isso?"

A dona da loja balançou a cabeça. "Isso eu não sei, jovem. Você parece conhecer bem esse colar... Se estiver interessado, posso vendê-lo a um bom preço."

Ele nem hesitou. "Draco, pague a ela."

Pegou o colar e saiu, sem dizer mais nada. Durante todo o caminho de volta para casa, manteve os olhos fechados, recusando-se a encarar a verdade. Mamãe se foi.

"Para onde agora, senhor?", Draco perguntou, dirigindo silenciosamente.

"Para a praia mais próxima."

Assim que chegaram, Hugo desceu do carro e caminhou até a água. A maré fria subiu sobre seus sapatos de couro, encharcando a barra de sua calça, mas ele não se importou. Seu olhar estava fixo no horizonte distante, onde o céu e o oceano se encontravam.

Ele apertou o colar na mão, seus olhos avermelhando de emoção reprimida.

"Você não vai escapar tão facilmente, Celia."

Na volta para a empresa, Hugo pegou o telefone e fez uma ligação. Assim que a pessoa atendeu, ele ordenou friamente:

"Quero que você compre a Lovan Corp. O mais rápido possível."

"Sim, senhor."

E assim, o plano foi colocado em ação.

Três dias depois, uma empresa misteriosa fez uma oferta absurda pela Lovan Corp., a empresa de perfumes de Bryce. No início, ele recusou a proposta, mas, em seguida, veio o golpe fatal.

A empresa imobiliária de sua família estava à beira do colapso. Para piorar, seu pai adoeceu gravemente e foi hospitalizado. A única solução para salvar o legado da família era vender a Lovan Corp.

Sem escolha, Bryce assinou o contrato, entregando sua empresa.

No mundo dos negócios, só há um caminho para os fracos: recuar e aceitar as perdas.

Celia descansou por três dias, mas, na manhã do quarto dia, foi surpreendida por batidas fortes em sua porta. Quando abriu, encontrou Bryce do outro lado — abatido, cansado, e com uma barba por fazer.

Ela ficou surpresa. "Sr. Zamora... O que aconteceu?"

Bryce sorriu amargamente. "Vendi minha empresa, Celia. Agora você tem um novo chefe."

O choque estampou-se no rosto dela. "O quê?! Você vendeu a Lovan Corp.?"

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