Lembranças das noites quentes de verão romance Capítulo 204

Resumo de Hardlles (II): Lembranças das noites quentes de verão

Resumo de Hardlles (II) – Uma virada em Lembranças das noites quentes de verão de Roseanautora

Hardlles (II) mergulha o leitor em uma jornada emocional dentro do universo de Lembranças das noites quentes de verão, escrito por Roseanautora. Com traços marcantes da literatura Romance, este capítulo oferece um equilíbrio entre sentimento, tensão e revelações. Ideal para quem busca profundidade narrativa e conexões humanas reais.

Minha cabeça virou um emaranhado de histórias que se confundiam. E eu não conseguia entender o sentimento dentro de mim com relação à Mariane: pena, raiva...

- Ela... Nunca mais soube da criança?

- Creio que não. Quando se dá a criança a uma instituição especializada, é tudo feito de forma sigilosa, tanto para a mãe que entrega a criança quanto para a que adota.

- Por isso ela quis roubá-lo... Destruir a J.R Recording. Vingança... Queria que ele sentisse na pele o que é perder tudo que se tem de mais precioso.

- Talvez... Não sei o que se passa na cabeça de Mariane.

- Eu... Não esperava isso. Quer dizer que existe um Rockfeller por aí... Perdido no mundo.

- Ela entregou em Noriah Sul.

- Para não ter a possibilidade de cruzarem com ele nem acidentalmente.

- Creio que sim.

- Quantos anos ele tem agora?

- Em torno de dez anos.

Balancei a cabeça, aturdida.

- Eu não tinha o direito de lhe contar isso... Mas acho justo que saiba, entende?

- Agora explique, Min-ji: o que eu fiz a ela, para transpor toda raiva para mim?

- Talvez tenha sentido inveja pela sua coragem, em sair de casa, não se importando com o que deixava para trás, mas lutando pelo seu bebê. Ela não conseguiu fazer isso.

- E o que o fato de ela ter dormido com Colin tem a ver? Sinceramente, ela é perversa. E isso não tem a ver com o sofrimento que ela possa ter passado. Eu literalmente “comi o pão que o diabo amassou” e não perdi minha dignidade no meio do caminho.

- Não sei, menina... Não sei o que a levou a dormir com seu noivo.

- Bem, vamos pensar que ela dormiu com Colin para que eu dormisse com Charles para que Yuna pudesse dormir com Colin também... E todos nós, exceto ela, fôssemos felizes para sempre.

Min-ji riu:

- Isso é bem estranho.

- A vida é estranha, não é mesmo? – Pus a mão em torno do seu ombro, de forma afetuosa.

- Realmente... Quem diria que minha filha se envolveria com Colin Monaghan?

- No fim, acho que cada um tem o que merece, Min-ji. Yuna merecia uma pessoa legal. E apesar de tudo, Colin sempre foi um homem legal. E sinceramente, acho que ele jamais vai trair Yuna. Porque não haverá uma irmã invejosa querendo puxar o tapete dela por simples crueldade.

- Meu amor, não está muito frio para você aí na rua? – Ouvi a voz de Charles, enquanto ele descia em direção à praia.

Min-ji deu-me um beijo no rosto e subiu. Charles me envolveu em seus braços. Deitei minha cabeça no seu peito, escorando o corpo no dele, contemplando a lua novamente.

- Viu que as estrelas voltaram a brilhar intensamente? – Ele mordeu o lóbulo da minha orelha.

- Elas viram que chegamos... E quiseram nos presentear. Como a lua... – Falei, sentindo meu corpo arrepiar-se.

- Está com frio? – Ele passou a mãos sobre meus braços eriçados.

- Não... Isso é só a sensação que a sua boca me causa.

Ele riu, me abraçando com força, o pau já endurecendo na minha bunda:

- Percebe o que você me causa, garotinha?

- Charles... Você acha que eu sou uma boa pessoa?

Ele pensou um pouco antes de responder:

- Acho que ninguém é de um todo bom... E nem ruim.

- Se eu perdoasse a minha irmã, o que você faria?

Assim que parei em frente à porta, fazendo menção de tocar a campainha, ela foi aberta.

Olhei para o homem de cabelos longos, escuros e malcuidados. Os olhos eram de um verde claro e a boca fina. Usava uma regata, mostrando as inúmeras tatuagens nos braços e pescoço. A calça jeans apertada estava toda rasgada e não sei se era por moda ou porque realmente estava velha. Ele não usava nada nos pés.

Aquele Hardlles não lembrava em nada o que eu via na TV quando era pequena... Nem na adolescência. O tempo havia sido cruel com ele.

- O que você quer? – Perguntou, sem rodeios.

- Sou irmã de...

- Eu sei quem é você – falou de forma rude – A Rockfeller que quer virar famosa, detonando o pai e a irmã em rede nacional.

- Será que... Eu poderia entrar?

Ele saiu da frente da porta, deixando-me passar. O apartamento era grande. Cheguei diretamente na sala, que era toda em vidro, trazendo uma boa vista da cidade. O lugar estava completamente sujo, com caixas de pizzas e garrafas de bebidas por todos os lados. Tinha apenas um sofá horrendo e uma televisão gigantesca em todo o ambiente.

- Se eu soubesse que você viria, teria mandado limpar a casa. Mas como foi surpresa, sabe como é... – Falou em tom de deboche.

- Eu... Não me importo.

- Mas eu me importo. O que você que aqui, afinal? Eu quero distância de você e da sua família.

- Temos algo em comum então: eu também quero distância da minha família.

- Eu não tenho nada a ver com isso. – Ele saiu, pegando um cigarro num balcão que dividia o ambiente sala/cozinha e acendendo, fazendo questão de jogar a fumaça na minha direção:

- Espero que não se importe, em função da gravidez... Mas se importar-se, para mim tanto faz, afinal, estou na minha casa. – Foi rude.

Ele pegou uma guitarra e sentou-se no sofá, começando a afiná-la, sem olhar na minha direção.

- Eu me importaria... Mas como vou ser breve, não fará mal ao meu bebê. – Falei firme, chamando a atenção dele de certa forma.

Hardlles me olhou, com o cigarro no canto da boca, as duas mãos na guitarra, curioso.

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