LUXÚRIA - trilogia romance Capítulo 133

“O ENDEREÇO MAIS DIFÍCIL DO MUNDO: 0 LUGAR DO OUTRO”

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Durante o almoço iniciamos uma conversa e fiquei sabendo do problema que vem tendo com o ex-marido.

— Ele te bate ou já te bateu? — perguntei abertamente.

— Uma vez, mas o ameacei e nunca mais se repetiu. — essa informação me deixou preocupado — Armando está alterado, porque tomei a iniciativa de emagrecer… não faço isso por ninguém é para mim mesma. — se remexeu na cadeira como se estivesse desconfortável com esse assunto — o próprio cismou ser para algum homem e disse que estou com alguém.

— Devo me preocupar? Digo, você sabe que pode acontecer de te agredir novamente, certo? — disse que não, tão convicta, que acho que realmente acredita no que diz — Minha raposa, não seja ingênua! Essa situação pode se repetir, basta você ultrapassar o limite dele. Está ciente disso, não está?

— Pode ficar tranquilo que sei me defender, a uns dias atrás tentou me amedrontar e ameacei passar a tesoura na garganta dele! — relatou orgulhosa.

— Não é assim que funciona, caralho — alterado declarei —, para cada situação fora do habitual seja boa ou ruim existe uma liberação de hormônios em nossa corrente sanguínea que pode ser um verdadeiro caos, nosso cérebro é uma máquina mortal você precisa entender isso.

— Não precisa exagerar Yan. — sua falta de conhecimento me preocupa.

— Vou explicar como funciona essa merda de ultrapassar os limites. — sentei ereto e virei por completo ficando de frente para ela — Nossas limitações são reais Angelina, eu por exemplo, se raspar o garfo no fundo da panela é agoniante a ponto de produzir saliva em excesso na minha boca, esse é um limite nocivo. As pessoas tendem a exaltar a testosterona como virilidade masculina, porém é o hormônio responsável pela raiva, entende?

— Exagero. Ele não vai me bater Yan, sou mãe da filha dele. — neguei com a cabeça para sua ingenuidade.

— Querida, preciso explicar algumas coisas para você. — nervoso penso que devo abrir seus olhos para sua real situação — Não é algo dito por um filósofo da casa do caralho é a minha teoria.

— Tá, me explica então, pois acho que está exagerando.

— Ele se lembra da sensação de te bater, sabe perfeitamente do prazer que teve em te amedrontar e lhe manter sob o domínio dele.

— Mas não me machucou muito, fiquei mais assustada do que com dor, pois nunca tinha vivido isso na vida e nem presenciado. — alisei seu rosto só para vê-lo corar com meu toque, de modo a me deixar menos puto com toda merda que vem saindo da boca dela — Não me espancou, me deu uns tapas só isso.

— Só isso? Porra Angelina, ele te bateu! Não é só isso, nunca é! Não seja conivente com a agressão doméstica — estou chocado como é burra!

— Como te disse, sei me cuidar. Ele não vai fazer mais isso! Não moramos juntos e está proibido de entrar na minha casa sem minha permissão. Deixei bem claro as minhas decisões e vem respeitando. Peguei as chaves dele e Angélica está do meu lado com relação às suas atitudes, finalmente minha filha me apoia.

Vê-la falar assim parece até que essa criança tem o poder de fazer alguma coisa para evitar as porradas que o pai dela pode oferecer a minha doce e burra raposa.

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