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Mais uma vez, amor romance Capítulo 5

Eden tirou uma longa e suspeita soneca durante a viagem de trinta minutos de Willow Hills até seu apartamento em Forrest Creek, um bairro artístico da zona leste de Rock Castle. Ela acordou de repente, quando o carro derrapou ao passar por um buraco na estrada.

Ela bocejou e se espreguiçou ao olhar pela janela, sentindo-se estranhamente envergonhada por dormir no Uber. A última coisa de que ela se lembrava era dele perguntando se o ar condicionado do carro estava bom.

Ela não sabia se se sentia corajosa ou só burra por dormir no banco de trás do carro de um estranho, especialmente quando ela estava só com uma camisa masculina e um casaco.

Ela se mexeu no banco e cruzou as pernas recatadamente, rezando para não as ter aberto, sem querer, enquanto dormia. Andar sem calcinhão não era tão libertador quanto ela pensava. Ela se sentiu vulnerável e, digamos, nua.

Agora que ela tinha tempo para analisar com calma as terríveis decisões da noite anterior, ela precisava descobrir o mistério em torno de sua calcinha desaparecida. Não estava em seu casaco, como ela esperava, e definitivamente não estava no quarto de Liam quando ela saiu.

Será que ele a escondeu de propósito? Seria ele um maluco que roubava calcinhas e as guardava como recordações para eternizar todas as suas conquistas?

Quanto mais ela pensava nisso, mais Eden se convencia de que o enorme closet que ela havia notado à esquerda do quarto de Liam, ao lado da porta de vidro fosco que ela presumiu que dava para o banheiro, abrigava milhares de calcinhas de todas as formas, cores e tamanhos.

Quantas será que ele colecionou ao longo dos anos? E de todos os pervertidos que estavam na Crush, o que a levou a escolhê-lo?

"Poxa!". Ela espremeu as mãos. Seu cabelo castanho caiu em ondas ao redor de seu rosto.

"Você está bem?", perguntou Jude. Seus olhos a intimidaram através do retrovisor.

Eden balançou a cabeça. Ela não estava bem. Ela nunca ficaria bem depois daquela noite.

"Estamos chegando". Jude verificou o tempo de chegada em seu telefone e lançou-lhe um sorriso tranquilizador. Ele não entendeu direito o motivo da aflição dela.

Ela não estava ansiosa para chegar em casa, não com a Inquisição espanhola esperando por ela. Era inevitável, a julgar pela maneira como as mensagens estavam bombando no grupo, mas ela iria adiar o máximo que pudesse.

"Deixe-me ali na esquina, por favor", ela disse ao motorista, apontando para um cruzamento movimentado à frente.

Ele virou para trás, com o semblante cheio de preocupação: "Tem certeza?".

Sim, ela tinha. Ela precisava de carboidrato. De muito carboidrato. E talvez de um Plano B. O Plano B nunca falhava.

Capítulo 5 1

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