Para tentar consertar a má impressão que tinham dela, ela também já havia se ausentado de vários compromissos.
Mas agora, ela não faria mais isso.
Pai e irmão, um gravemente doente precisando de taxas médicas caras, e o outro ainda na cadeia, precisando contratar um advogado para a defesa.
Contanto que ela voltasse ao cargo que tinha, conseguiria facilmente resolver os problemas de sua família e até quitar a dívida com os Campos.
— Henrique, não se preocupe, eu vou.
Ela ainda queria perguntar se ele tinha algum advogado bom para recomendar.
Mesmo sabendo que a equipe de advogados de Arthur era invencível, ela ainda queria tentar; não seria burra a ponto de arcar com aquela dívida de cinco milhões.
Mas antes que dissesse qualquer coisa, Henrique soltou um "espero que sim" e encerrou a chamada.
Alana apertou os lábios secos, pagou as despesas de internação online, encontrou uma pequena casa que seria suficiente para se estabelecer, colocou os pertences pessoais que trouxe da empresa lá e organizou os materiais para a exposição aeroespacial do dia seguinte.
Quando terminou de fazer tudo isso e voltou à Mansão das Águas, com o intuito de pegar suas malas e mudar-se, já havia anoitecido.
Assim que entrou pela porta, Alana viu Dona Helena olhando para ela com uma expressão fria.
Antigamente, Alana tomaria a iniciativa e a cumprimentaria de prontidão, mas agora...
Ela nem sequer olhou duas vezes para a Dona Helena; quando estava prestes a subir as escadas—
— Ouvi dizer que você estava usando o bebê na barriga hoje para se demitir e teve a audácia de bater na Beatriz! O que você acha que é? E ainda usou o bebê para ameaçar Arthur por pirraça? O nome de nossa família Campos foi totalmente desonrado por alguém como você!
Quanto mais falava, mais brava Dona Helena ficava.
Aproximando-se de Alana, vendo-a de cabeça baixa, teve vontade de lhe dar uma bofetada imediatamente:
— Você tem uma aparência comum, uma família simples e não tem talento para nada! Só se casou com um homem que a família dos Campos construiu com muito esforço ao longo dos anos. Mesmo sabendo que todos a desprezam e que ninguém gosta de você, ainda tem a cara de pau de voltar e tentar se aproveitar! Você não tem um pingo de noção ou vergonha na cara? Sua mal-educada!
Assim que terminou de falar, Alana de repente levantou a cabeça, seu olhar sem nenhum pingo de desvio para Dona Helena.
— Sra. Campos, você pode me ofender, eu considero que mereço, mas não xingue a minha família! Se você acha que eu não sou digna de sua família, então mande Arthur se divorciar de mim agora e eu até aborto...
— O que você disse?!
Sem o menor aviso, Dona Helena puxou violentamente a orelha de Alana.
— Sua criatura desalmada, como ousa amaldiçoar o bebê da nossa família Campos! Assim que o bebê nascer, Arthur vai se divorciar de você e te jogar na rua! Acha mesmo que pode usar a criança para se dar bem? Você não passa de uma ferramenta de reprodução! Suas orelhas de porco estão ouvindo bem?!
Alana empurrou Dona Helena sem pensar e deu passos para trás cambaleando. Quando caiu no chão, uma dor forte atingiu imediatamente a parte baixa do seu abdome.
Dona Helena enfureceu-se: — Pare de fingir! Levante-se já!


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