— O que você está fazendo?
Assim que Alana abriu a gaveta, prestes a pegar sua identidade, seu pulso foi segurado pela mão do homem estendida na cama.
Alana seguiu o movimento com o olhar.
Ele estava sem camisa, com o torso nu exibindo as linhas musculares moldadas por extrema disciplina, e a parte inferior parecia estar vestindo apenas uma toalha de banho.
Ao cruzar com seus olhos opressores, o coração de Alana se apertou inexplicavelmente.
Ela ainda sentia medo dele, um pavor profundamente enraizado. Talvez fosse por todo o poder que ele exercia, ou talvez por causa da sua frieza e de todo o sofrimento que ele lhe havia causado.
Alana não conseguia distinguir, estabilizou a mente e disse:
— Nós não vamos nos divorciar? Vou me mudar. Já encontrei uma casa, ao lado da Valente Tech. Se a Dona Vitória perguntar, vou cooperar com você e direi que mudei para lá para facilitar o trajeto para o trabalho.
A Dona Vitória estava gravemente doente agora e não podia sofrer estímulos, isso Alana entendia.
Arthur ouviu, mas não soltou o pulso de Alana imediatamente.
Ele olhou fixamente para Alana por um momento, o fundo de seus olhos escuro e indecifrável.
Quando Alana instintivamente tentou se soltar, ele abriu a mão.
— O acordo de divórcio já foi assinado? — Alana perguntou sem emoção.
Arthur se levantou, sem responder.
Alana avistou os ferimentos nas costas dele. Não havia curativos sobre as feridas, e um pouco de sangue escorria pelas pele.
O rosto dele parecia um pouco estranho, talvez ele estivesse... com febre?
Porque quando ele segurou seu pulso agora há pouco, a mão também estava anormalmente quente.
O homem silencioso virou o rosto de repente, encontrando os olhos de Alana, com os olhos escuros e a voz rouca: — Passe o remédio em mim.
Alana olhou para a caixa de primeiros socorros ao lado dele.
De repente ela se lembrou de como Arthur havia conseguido aqueles ferimentos.

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