Arthur desligou a chamada em silêncio e, em seguida, pegou o celular da mão de Alana e o desligou também.
Alana percebeu claramente que o homem, que nunca demonstrava suas emoções, estava muito insatisfeito naquele momento.
E, de fato...
— Eu já disse que não gosto que você faça joguinhos comigo. Achei que já tinha aprendido qual era o seu lugar. Fazendo esse tipo de joguinho agora, você se acha muito esperta, ou está apostando que eu não tenho coragem de fazer nada com você?
No carro também estava Lucas.
Arthur a repreendeu na frente de uma terceira pessoa, causando-lhe humilhação.
Por mais que Alana já não tivesse mais expectativas em relação a ele, ainda sentia uma oscilação emocional naquele momento.
— Eu não... — sabia que você não tinha desligado.
Alana tentou se explicar.
Mas antes que terminasse, Arthur disse friamente: — Para mim, você não é nada. Dê o fora!
Num instante, o rosto de Alana perdeu toda a cor.
Talvez o bebê dentro da barriga tivesse sentido toda a frieza do pai em relação à mãe, pois, pela primeira vez, Alana sentiu o bebê se mexer. Ele parecia estar inquieto ali dentro...
Mas um bebê de cinco meses podia se sentir inquieto?
— Desça do carro. Não escutou? — O olhar de Arthur era sombrio e completamente desprovido de calor, e seu tom estava carregado de impaciência.
Alana não desceu. Com a mão repousando levemente no ventre, num segundo ela se encheu de coragem e disse: — Então me diga, Sr. Campos, o que o senhor quer que eu faça?
Arthur não parecia esperar que a mulher que sempre fora submissa e que sempre abaixava a cabeça pudesse contrariá-lo tantas e tantas vezes.
Ele estreitou os olhos, olhou para Alana e deu o veredito final: — Desça! O assunto de ir para fora do país acaba aqui também!
O assunto de ir para fora do país acaba aqui?
Com um estrondo, a mente de Alana ficou em branco num instante.

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