Ela franziu a testa, sem entender a intenção de Arthur em fazer aquilo.
Não sabia se era impressão sua, mas há pouco ele parecia muito descontente, e agora a frieza em seus olhos havia recuado.
Ela ergueu o olhar e encontrou os olhos sombrios de Arthur. Não conseguiu decifrar suas emoções, pois pareciam não ter fundo.
O coração de Alana deu um sobressalto repentino, e então ela ouviu a voz baixa e sem emoção do homem:
— O que aconteceu ontem à noite?
— Ontem à noite... — Alana tinha certeza de que ali não era um bom momento para falar sobre o Solar dos Afetos. Mas, como ele havia perguntado, ela não podia deixar de responder.
— Gostaria de pedir que me cedesse o Solar dos Afetos. Estou disposta a pagar por ele.
Arthur viu que ela realmente não tinha prática, para não dizer que não sabia absolutamente nada de dança.
Ele apertou levemente a mão na cintura dela e a lembrou:
— Você aprende outras coisas tão rápido. É só uma dança, você também consegue dominar isso rapidamente.
Alana não queria dançar. Além disso, ele estava perto demais e com a mão em uma posição tão íntima na cintura dela. Ela estava resistindo muito.
Não havia mais como recuar; ela estava presa àquela situação.
Guiada por Arthur, ela olhou de lado para os passos da mulher ao lado por alguns segundos e logo pegou o jeito. Passou de não saber nada para tentar devagar e, finalmente, pegou o ritmo.
Alana ergueu os olhos para Arthur e viu que ele parecia dar um sorriso reconfortante e de aprovação.
Ela franziu a testa e só então percebeu que ele não estava sorrindo para ela.
Mas sim porque Isabella e Bento haviam entrado no salão.
O sorriso reconfortante dele era para Isabella. Ele não teve tempo de disfarçar e ela acabou vendo.
E Isabella, da mesma forma, estava sorrindo para Arthur.
— O que você tem a me oferecer em troca? — Arthur perguntou.


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