— O que você quer dizer é que, antes disso, você não estava colaborando direito comigo? — Arthur ergueu uma sobrancelha, olhando para Alana.
Alana foi pega desprevenida, mas felizmente conseguiu responder rápido:
— O meu desempenho no trabalho não tem deixado o Sr. Campos satisfeito?
Arthur, porém, não respondeu.
Alana ficou um pouco tensa, e até seus passos começaram a se desordenar.
Ela sabia que o Solar dos Afetos era um presente que ele dera para Isabella, um presente de inauguração para quando toda a família Soares se mudasse para lá.
Por isso, ela adicionou uma nova oferta:
— Estou disposta a colocar dinheiro. Você diz o preço.
Arthur olhou para ela:
— Eu não tenho falta de dinheiro.
— E quem foi que te ensinou a negociar descartando as fichas que a outra parte já tem? Foi o Henrique?
Alana congelou. Seu coração afundou completamente.
Ela não conseguiria o Solar dos Afetos de volta.
Enquanto procurava Arthur, Camila lhe dissera que Isabella já havia contratado um designer e estava se preparando para iniciar as obras no local.
O presente de noivado que seu pai havia dado à sua mãe acabaria sendo completamente desfigurado.
Os olhos de Alana arderam e se encheram de lágrimas. Ela baixou a cabeça para esconder o quanto estava fragilizada, quando ouviu a voz de Arthur soar acima dela:
— Depois que terminarmos essa dança, procure o Tiago Silva para pegar o acordo da propriedade.
Ele concordou?
Alana levantou a cabeça abruptamente, olhando para ele.
Arthur era muito mais alto que ela; com seus um e noventa de altura, forçava Alana a olhar para cima.
— É sério... eu posso? — Alana mal conseguia acreditar no que ouvia.
Ele havia dado o Solar dos Afetos para Isabella...
Arthur a encarou por um momento e, em seguida, desviou o olhar:
— Sua roupa de hoje está muito bonita.
O coração de Alana disparou.
Ele estava mesmo concordando!
Ele estava disposto a entregar o Solar dos Afetos.

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