Alana já tinha preparado o acordo de divórcio por conta própria.
Mas, nos dias que se seguiram, ela não viu Arthur novamente, e ele também não havia voltado para a Mansão das Águas.
Ele devia estar fazendo companhia a Isabella.
O assunto do Solar dos Afetos também não teve desfecho. Como Alana não conseguiu encontrar o assistente de Arthur, Tiago Silva, a questão ficou paralisada.
Ela não estava preocupada com isso, mas por ter dado um tapa em Isabella, Alana não tinha certeza se Arthur ainda lhe venderia o Solar dos Afetos.
Logo chegou o dia de a pequena Maya receber alta do hospital.
Alana não podia ir para não ser vista por pessoas mal-intencionadas. Por isso, esperou na porta do prédio da empresa para que o professor e Henrique trouxessem a criança até lá, para que ela pudesse vê-la por um momento —
— Chegaram, chegaram! — Camila puxou as roupas de Alana com alegria.
A babá desceu do carro com a pequena Maya nos braços.
Alana correu ansiosamente para frente e pegou a criança. Ao sentir o peso dela, não pôde evitar que os olhos ficassem vermelhos.
— Maya, pequena Maya da mamãe... — Com os olhos vermelhos, Alana estava prestes a abrir a manta para ver o bebê quando ouviu uma voz familiar:
— O Sr. Campos pediu para a senhora entrar no carro!
Ninguém havia notado que o carro de Arthur havia parado por ali.
Alana ergueu os olhos e viu Tiago Silva, o assistente com quem ela não havia conseguido contato, em pé em frente ao veículo.
A porta do carro já estava aberta, e Arthur estava sentado lá dentro, a não mais que dois passos de distância!
O coração de Alana deu um pulo de repente.
Ela não podia, de jeito nenhum, deixar que Arthur descobrisse sobre a pequena Maya.
Os olhos daquela criança eram praticamente iguais aos de Arthur. Se o bebê abrisse os olhos, bastaria um simples olhar para Arthur desconfiar da verdade.
Alana virou o rosto para entregar o bebê à babá, para que ela o levasse para o carro e o entregasse ao professor e a Henrique.

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