— É mesmo? Como ela é? Qual é o nome dela? Conta, talvez eu conheça. — Isabella perguntou com muito interesse, mas sua mão apertou o cobertor da cama de forma inconsciente.
Bento: — Falamos disso depois.
Em vez disso, ele olhou para Isabella e perguntou: — Quando você me salvou, eu nunca te perguntei: você não sabe nadar, como teve coragem de ir para a praia?
Isabella ficou surpresa por um momento e logo assentiu: — Ah, naquele dia foi coincidência. Eu só queria ir ver o mar e vi você inconsciente na praia. Deve ter sido Deus que não queria que algo de ruim te acontecesse, então as ondas te trouxeram para a margem, permitindo que eu te salvasse por acaso, não é?
Bento fez uma pausa.
Imediatamente, ele entendeu.
Então, quem o salvou no mar, naquele lugar tão perigoso, não foi Isabella, mas sim Alana.
Isabella apenas levou o crédito, fazendo com que ele entendesse errado todos esses anos, achando que ela o havia salvado.
— O que foi? — Isabella percebeu que a expressão de Bento parecia um pouco estranha.
Bento balançou a cabeça sem demonstrar emoção: — Nada, só acho que é uma grande coincidência.
Toda a gratidão que era de Alana acabou caindo nas mãos de Isabella, que ainda era sua maior rival. Que reviravolta cruel do destino.
— E quem disse que isso não é um destino especial? — Isabella piscou para Bento. — Mas você esconde essa pessoa e não fala nada, deve estar valorizando muito. No futuro, você não vai esquecer os amigos por causa de mulher, ficando só com ela e não saindo mais com a gente, né?
Bento não respondeu à provocação, apenas disse: — Arthur está quase chegando, não vou atrapalhar vocês, já vou.
O rosto de Isabella empalideceu um pouco.


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